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Vamos bailar?

Comemorando 14 anos de estrada, a Academia da Berlinda volta a Fortaleza para a primeira edição do Baile Iracemado

00:00 · 14.09.2018

Animação e embalo para ninguém ficar parado. É assim que é a música da Academia da Berlinda. Com referências dos clubes de dança das décadas de 1960 e 1970 e fazendo um mix dos ritmos latinos e nordestinos, a banda pernambucana se consagrou como produtora independente de música autoral e 'bailante'.

No show deste sábado, o grupo apresenta o repertório do seu mais recente disco, "Nada sem ela". A programação também é composta pela banda Dubaile, com as músicas do seu novo show, e pelo bloco "Pra Quem Gosta é Bom".

Formada por Alexandre Urêa, Tiné, Yuri Rabid, Gabriel Melo, Hugo Gila, Irandê Naguê e Tom Rocha, a banda completa 14 anos de estrada em 2018 e de lá pra cá somam três álbuns lançados.

Evolução

Em 2004, quando tudo começou, a ideia de fazer música era apenas um desejo de tornar as festas dos amigos mais descontraídas. Da brincadeira dos sete amigos de infância, a Academia da Berlinda surgiu em um show que reuniu mais de 250 pessoas.

De lá pra cá o cenário musical brasileiro mudou e novos gêneros e espaços foram surgindo. Mas não foi só nisso que a diferença foi sentida, segundo Yuri, a mudança também foi marcada pela proposta dos streamings.

"A forma de acesso aos artistas e a interação se tornou bem mais direta, especificamente agora estamos vivendo este momento, vendo a força e tudo acontecer dentro destas ferramentas. O que vem mudando bastante, e que daqui a pouco estará em outro momento, é o mercado e a forma como a música chega nas pessoas. Na verdade é um desafio ficar ligado e acompanhar tudo que acontece", explica em entrevista ao Zoeira.

No entanto, a forma de compor música e de viver dela não mudou e eles estão sempre desenvolvendo a partir "da ideia, uma letra, um reef ou célula rítmica" de algum integrante.

Composto por 14 faixas, "Nada sem ela" partiu do mesmo processo de produção e mostra o amadurecimento da banda. "Quando compomos ou gravamos não pensamos muito no que aquela canção terá de 'diferente' das outras. Não pensar muito na forma de concepção é uma forma de criar uma identidade própria musical", opina o baixista.

Com produção independente desde o início, a Academia da Berlinda enfrentou alguns desafios. Fazer a música chegar até o público e ter recursos tecnológicos e de qualidade são alguns deles. "O circuito independente sempre teve uma característica paralela ao mainstream, mas segue forte e se movimentando mesmo sem passar na TV e sem tocar no rádio".

O Baile

Mais um evento no Centro Cultural Dragão do Mar, o Baile Iracemado chega para ser um espaço com o objetivo de reunir música, gastronomia e outras artes.

Na realização do Moto Libre, o público confere uma feira gastronômica com cerveja artesanal e comidas saudáveis, além de um espaço criativa com expositores.

Mais informações:

Baile Iracemado
Sábado (15), às 20h, na Praça Verde (Rua Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema). Ingresso: R$110 (inteira) e R$55 (meia). (3488.8600)

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