Entrevista

Talento cearense

A cearense Mey Ferdinand faz sua estreia em longa-metragem no thriller "River Runs Red". Ao Zoera, ela conta sobre os planos de carreira para 2018

Mey Ferdinand também integrou o elenco do canal de humor Parafernalha, nas esquetes "Nojinho" e "5 Tipos de Homens" ( Foto: Rahul Bhardwaj )
00:00 · 14.02.2018

A atriz Mey Ferdinand nasceu em Quixadá e desde criança sempre quis ser atriz. Já aos 11 anos iniciou os estudos para trilhar sua trajetória. Em 2009, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Teatro na Cia de Teatro Contemporâneo e começou a integrar o elenco de peças teatrais.

Mas, ela queria mais e, em 2012, decidiu ir para Nova York, onde ganhou uma bolsa para o curso de um ano da New York Film Academy. Morando na "cidade que nunca dorme" desde então, Mey gravou seu primeiro longa-metragem americano.

Em "River Runs Red" (ainda sem título em português), dirigido por Wes Miller, ela interpreta Sonya. O filme apresenta a história de um juiz afro-americano que tem seu filho assassinado por policiais, ainda sem data de estreia no Brasil. A equipe do Zoeira conversou com a atriz sobre o filme, realizações e planos.

"River Runs Red" marca sua estreia em longas americanos. Como foi para você a experiência?

Foi incrível, a dimensão desse projeto foi algo que não estava acostumada. Tudo era enorme, era muita correria. No começo nem acreditei, não falei pra ninguém, nem mesmo para os meus pais até estar lá no set!

O que você pode adiantar da sua personagem Sonya?

Por motivos de contrato, não posso falar ainda do plot porque ainda estamos em pós-produção, mas a personagem cresceu durante as filmagens. Fui convidada a voltar ao set e gravar uma cena maior. Tinha ido gravar bem no começo e algumas semanas depois eu recebi uma ligação do produtor me perguntando se eu tinha disponibilidade de tempo porque o diretor tinha gostado muito do meu trabalho e queria escrever uma cena extra para mim.

Como foi dividir cena ao lado de grandes nomes do cinema internacional?

Foi um aprendizado enorme, mas também um desafio. Minha primeira cena foi logo com o Taye Diggs. Eu queria muito estar calma e ser profissional, acabou que a cena correu super bem, todo mundo foi legal. Depois da primeira cena, a gente acostuma.

Você é uma apaixonada por teatro musical, há algum plano para fazer esse gênero no cinema?

Estou participando das leituras do musical original "Rio Uphill", de Juliana Pedroso e Matt Gurren, aqui em Nova York. É um musical sobre a vida e as diferenças de classes no Rio de Janeiro, e será uma mistura americana e brasileira na composição. No cinema eu ainda não tenho nada agendado, mas é um dos meus objetivos.

Quais os planos na carreira para 2018?

Espero que River Runs Red abra portas para outros trabalhos. Vamos ter uma première em Los Angeles no outono e eu já estou contando os dias! Meu maior objetivo agora é pegar um papel num filme de ação. Eu ando trabalhando mais no meu sotaque americano e eu treino Kung Fu três vezes por semana. O mercado pede mais mulheres nesses papéis, principalmente agora.

Qual a maior diferença entre atuar para o teatro e para o cinema?

Formato e isso de não ter ensaio e não ter tempo de desenvolver química com o outro personagem.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.