Redes sociais

Hugo Bonemer rebate comentário de fã sobre ser gay

Seguidores elogiaram o ator e um ainda complementou sua resposta: "Desperdício é morrer somente por amar!"

18:53 · 07.09.2018 por Folhapress
Hugo Bonemer
Bonemer tornou pública sua sexualidade em março deste ano ( Foto: Reprodução/ Instagram )

O ator Hugo Bonemer, 31, usou as redes sociais para comemorar, nesta quinta-feira (6), o fim de uma lei que criminalizava a homossexualidade na Índia. Entre os vários comentários de apoio, no entanto, ele rebateu o de uma internauta: "Desperdício é resto de comida. E eu não sou isso". 

"Hoje é dia de festa, porque pior que o preconceito social e a religiosidade mal empregada é a falta de amparo legal, que coloca ainda pessoas atrás das grades ou mesmo debaixo da terra, apenas por existirem", escreveu ele em sua conta no Instagram antes de uma fã responder com um "desperdício".

Seguidores elogiaram o ator e um ainda complementou sua resposta: "Desperdício é morrer somente por amar! Desperdício é odiar! Desperdício é preconceito! Desperdício é genocídio! Desperdício é o analfabetismo! Desperdício é a escravidão! Desperdício é crianças trabalhando em vez de estarem estudando!". 

Bonemer, que é primo do âncora do Jornal Nacional William Bonner, tornou pública sua sexualidade em março deste ano ao corrigir uma repórter que questionava se sua namorada era do meio artístico: "Não, é ele. É um ator", disse se referindo a Conrado Helt

Hugo começou na televisão participando da série "Lara com Z" (Globo). Desde então, esteve em algumas novelas da emissora como "Alto Astral" e "A Lei do Amor". Desde 2016, porém, tem se dedicado a peças teatrais e musicais. 

Em junho, o ator escreveu um depoimento ao F5, por conta do Dia Internacional do Orgulho LGBT, contando um pouco sobre sua história, que inclui medo e preconceito dentro da própria família.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Hoje, ser gay deixou de ser considerado crime na India. Um passo de cada vez. Ainda há gente que acredita que todos nascem heterossexuais, e usam frases como “tudo bem desde que não influenciem nossas crianças”. Sempre que alguém diz algo assim, há uma criança gay ouvindo. Não há pecado maior que obrigar alguém a ser infeliz, e nós somos todos seres muito inteligentes. Escutamos isso e entendemos “preciso mentir”. Não à toa muita gente só sai do armário depois de adquirir estabilidade financeira, longe daqueles que não ofereceram um ambiente de acolhimento. Ter um ambiente psicologicamente seguro pra crescer, criar laços e expressar a identidade com liberdade é o mundo ideal, mas o que podemos fazer hoje é acolher quem teve que explicar pra família que nasceu normal e não foi recebido com amor, e comemorar muito sempre que um avanço assim acontece. “Um dia eles vão entender...” fica sendo a nossa esperança... por enquanto, a única escolha mesmo que a gente tem é ser feliz. Hoje é dia de festa, porque pior que o preconceito social e a religiosidade mal empregada, é a falta de amparo legal, que coloca ainda pessoas atrás das grades ou mesmo debaixo da terra, apenas por existirem.

Uma publicação compartilhada por hugo (@hugobonemer) em

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.