'Crime é do Assediador'

Giovanna Lancellotti diz que mulheres não devem se culpar em casos de assédio

A atriz contou que sofreu o primeiro caso de assédio aos 14 anos, dentro de um ônibus, quando viajava para visitar seu pai

17:07 · 12.07.2018 por Folhapress
Giovanna Lancelloti
Lancelloti ressaltou que o assédio é culpado do assediador ( Foto: Reprodução/Instagram )

Giovanna Lancellotti, na pele da malvada Rochelle em "Segundo Sol", diz ter sofrido seu primeiro assédio aos 14 anos. "Estava viajando de ônibus de São João para Ribeirão, indo visitar meu pai. Um cara sentou ao meu lado e se masturbou", afirmou ela em entrevista à revista Cosmopolitan.

"Deu nojo, raiva e sensação de impotência", continuou a atriz, capa da publicação do mês de julho. "Liguei assustada para a minha mãe. Ela me mandou sair dali e pedir ajuda ao motorista. O cara foi expulso do ônibus e largado na estrada."

Hoje, aos 25 anos, ela acredita que se passasse por uma situação parecida, teria reagido diferente. "Faria um escândalo, não teria vergonha nem medo de me expor. Nós, mulheres, às vezes nos sentimos culpadas quando esse tipo de coisa acontece, ficamos em busca de um motivo. Mas não tem: o crime é do assediador."

Lancellotti chegou a São Paulo aos 15 anos para estudar teatro na escola de atores Wolf Maya. Começou na Globo em 2011, quando tinha apenas 18, na novela "Insensato Coração". Embora hoje seja destaque na trama das nove, ela conta que nem sempre conseguiu as personagens que sonhou.

"Fui reprovada para papéis bacanas em Passione e Malhação. Mas não fico lamentando minhas perdas. Comigo é 'vida que segue!'", disse. Em sete anos, a atriz esteve em seis novelas da emissora, incluindo "Gabriela" (2012) e "Alto Astral" (2014).

Gio, seu apelido nas redes sociais, também é lembrada por ser uma das grandes amigas de Caio Castro. A amizade, selada com uma tatuagem em árabe, é constantemente questionada por fãs -que torcem para que um dia os atores formem um casal.  Mas as chances são quase nulas, segundo ela. "É meu irmão, nunca rolou nada entre a gente mesmo."

Para ela, é importante ter amigos do sexo oposto porque eles podem dar uma "perspectiva diferente das coisas". "Gosto dos conselhos dos meus amigos meninos, do olhar deles. Também acho muito interessante homens terem amigas mulheres. Ainda mais nesses tempos em que estamos discutindo tantas questões de gênero", conclui. 

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