Há quase um ano

Avião que fez pouso forçado com Angélica e Huck não tinha condição de voar, diz Aeronáutica

Relatório assinado pelo comando da Aeronáutica apontou falha de pilotos

09:18 · 21.04.2017 / atualizado às 10:22
resgate
Além do casal de apresentadores, o bimotor levava os três filhos deles e duas babás ( Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros )

O avião que realizou um pouso forçado em Mato Grosso do Sul com os apresentadores Luciano Huck e Angélica, há quase dois anos, não tinha condições de voar, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Comando da Aeronáutica. As informações são do portal G1.

A aeronave decolou da Estância Caimam, em Mato Grosso do Sul, com destino ao aeródromo de Campo Grande, às 13h15, com dois pilotos e sete passageiros a bordo, em maio de 2015. Além do casal de apresentadores, o bimotor levava os três filhos deles e duas babás. De acordo com o órgão, o relatório aponta que houve falha da tripulação e que o avião não poderia ter levantado voo por causa de dois equipamentos essenciais que não estavam operando.

"A condição em que foram encontrados os manetes de potência, hélice e combustível dos motores, associada aos relatos de passageiros que viram a hélice do motor esquerdo rotacionando em molinete, revelam que os procedimentos previstos em checklist para o caso de falha do motor em voo não foram seguidos”, escreveu o Comando. 

De acordo com a investigação, piloto e copiloto descumpriram o checklist obrigatório em casos de pane, demorando 12 minutos para notificar o problema. 

Faltaram na aeronave o gravador de dados de voz, que é uma das caixas-pretas, e um sistema que diminui a resistência do ar em uma das hélices quando há parada. Além disso, houve uma troca na posição dos sensores interno e externo de combustível, o que fez com que o piloto achasse que havia combustível na asa.

O relatório também observou que a empresa de táxi-aéreo orientava os pilotos a não escriturar “não conformidades” no diário de bordo da aeronave e não fazia manutenção de equipamentos que eram considerados como "essenciais" para o voo.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.