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O Outro Lado do Paraíso: trama que gira em trios

Triângulos amorosos se espalham por "O Outro Lado do Paraíso". Além disso, gravidez gera trama estilo "Dona Flor e seus Dois Maridos"

00:00 · 13.01.2018
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Rafael Cardoso e Bianca Bin vivem Renato e Clara. "O Renato já tem um sentimento antigo pela Clara", diz o ator ( Foto: João Miguel Junior/Globo )

Novela boa tem que ter um triângulo amoroso. E na história de "O Outro Lado do Paraíso" (Globo), serão logo dois. De um lado, a mocinha Clara (Bianca Bin) se aproxima cada vez mais de seu advogado, Patrick (Thiago Fragoso), mas ainda tem Renato (Rafael Cardoso) como pretendente. De outro, Samuel (Eriberto Leão) terá um filho com Suzy (Ellen Rocche) e manterá um namoro firme com Cido (Rafael Zulu).

No caso do primeiro triângulo, a história tem tudo para ganhar ares de comédia romântica. "O Patrick vai rivalizar com o Renato. O triângulo amoroso fica claro. Ambos estão muito próximos da Clara e se fazem presentes. O Patrick vai percebendo esse sentimento crescendo. O amor pode ir surgindo espontaneamente, sem que eles descubram o que está rolando. Quando virem, estarão tomados", diz Fragoso.

De fato, o advogado sairá na frente na briga pelo coração da mocinha. Enquanto Renato vive se declarando para ela e, inclusive, a ajudando a tramar suas vinganças, será Patrick quem beijará a jovem nos próximos capítulos. Depois disso, o casal ficará mais envolvido.

"O Renato já tem um sentimento de amor antigo pela Clara e preserva isso desde a primeira vez que a viu. Ela tem carinho por ele. Mas ainda vai demorar para todos entenderem bem essa situação. Vai ter que rolar uma sacolejada. Será bem ao estilo comédia romântica", reforça o ator.

Para Rafael Cardoso, a esperança sempre será a última a morrer. "Ele vai ajudá-la na vingança, é amigo e tem expectativa de ser correspondido em algum momento", diz o ator.

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Patrick (Thiago Fragoso) quem beijará a jovem Clara (Biana Bin) nos próximos capítulos. O núcleo formado por Ellen Roche ganhará tons de comédia (Fotos: Paulo Belote e Marilia Cabral/Globo)

Mas as coisas realmente estão melhores para o lado de Patrick, que têm até torcida nas redes sociais.

"Clara e Patrick já têm fãs antes mesmo de se tornarem um casal. Ele nunca quis nada dela, sua intenção sempre foi ajudar. O público gosta disso", avalia Fragoso.

O ator descarta uma possível virada do advogado para o lado do mal. "Não tem a menor possibilidade, apesar de haver reviravoltas programadas. O bom do Walcyr (Carrasco, autor) é que ele percebe o gosto do público e modifica tudo para deixar a trama mais interessante", finaliza o ator.

Dona Flor

Uma história bem ao estilo "Dona Flor e Seus Dois Maridos", obra clássica de Jorge Amado (1912-2001), vai agitar a trama de "O Outro Lado do Paraíso". Chateada ao descobrir que o namorado, Samuel (Eriberto Leão), é gay e tem um caso com Cido (Rafael Zulu), a enfermeira Suzy (Ellen Rocche) saberá que está esperando um filho dele. Resultado: vai acabar indo morar na mesma casa em que os dois viverão com Adinéia (Ana Lúcia Torre), mãe de Samuel.

"É estilo 'Dona Flor'. O núcleo vai ficar muito leve, será possível dar um respiro na trama. Talvez exista a chance de o Samuel ficar com os dois, não sei. Seria uma loucura e uma delícia ao mesmo tempo", avalia Rafael Zulu.

Eriberto Leão, Rafael Zulu e Ellen Roche Eriberto Leão e Ellen Roche

A história de Samuel (Eriberto Leão), Cido (Rafael Zulu) e Suzy (Ellen Roche) deve ganhar ares de "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (Fotos: Raquel Cunha/Globo)

Como a gravidez será de risco, a própria Adinéia convidará a moça para se instalar em sua casa. E ela prontamente aceitará.

E será justamente nessa etapa que a história ganhará contornos de comédia, pois Suzy abusará da paciência de todos e reinará no recinto, feito uma dondoca.

"Essa relação não será tão óbvia. A casa vai se transformar totalmente. O Samuel quer muito esse filho. Ele se descobre pai, e a paternidade é logicamente algo que todos nós queremos", diz Eriberto Leão, que conta um pouco mais sobre como será esse triângulo amoroso.

"Samuel gosta muito da Suzy e fala isso para a mãe. Por mais que não seja o mesmo amor que sente pelo Cido, ele gosta dela. E quando tiver um filho que vai poder ser gerado perto dele, com a mãe que, a essa altura, já o aceita, ele sentirá essa paternidade sem barreiras".

Sem defesa

De acordo com Eriberto Leão, por mais que seu personagem, o psiquiatra Samuel, roube a cena com uma história divertida e que chama a atenção do telespectador, ele próprio não consegue perdoar o rapaz, que já errou muito em "O Outro Lado do Paraíso".

Para o ator, isso não pode ficar em segundo plano.

"Eu não defendo o Samuel", garante ele, lembrando-se do episódio em que o médico, a pedido de Sophia (Marieta Severo), medicou Clara e a mandou para o hospício. A vilã insistirá uma vez mais para que ele aja contra a mocinha, mas ele se negará.

Para Leão, a índole de Samuel tem de ser colocada em xeque. "Essa ação demonstra que ele tem um desvio de caráter, que é uma pessoa vil", define o ator.

O artista ainda faz um paralelo entre o seu personagem e outros bem conhecidos do Brasil. "Quando você vive na mentira, tem um risco grande de sua vida ser descoberta. E mais uma vez vemos isso no nosso país. Todo o mundo mente. E, para a verdade não ser revelada, surgem mais manobras ilegais". Ele afirma que o crime cometido por Samuel, de enviar uma pessoa sã para o manicômio, não tem perdão. "Clara ficou lá por dez anos! Algo acontecerá com o psiquiatra lá na frente".

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