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Momento maduro

Humberto Gessinger volta ao Ceará para celebrar os 30 anos do disco "A Revolta dos Dândis", segundo álbum de estúdio da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii. Ano que vem será lançado o DVD

Após trinta anos, Humberto Gessinger está mais feliz na estrada e em paz com o seu trabalho na música. Com os fãs, mantém um diálogo constante e transparente nas redes sociais e lida bem com as críticas
00:00 · 13.10.2017 por Carol Kossling - Repórter

Lançado há exatos 30 anos, em outubro de 1987, o disco "A Revolta dos Dândis" ganha homenagem de Humberto Gessinger as ser apresentado na íntegra, em Canoa Quebrada, neste sábado (14).

Gessinger conta que estava com muita vontade de reler este trabalho. "É um disco que quando a gente lançou não colocamos todas as canções, estava numa ansiedade e me pegou numa época de transformação, pois estava começando a tocar baixo e me assumindo músico", relembra.

Na avaliação sobre estes trinta anos, o cantor acredita ser um jogo de perde e ganha.

"Não tenho mais a ansiedade de mostrar meus trabalhos, sou mais paciente em relação ao que o pessoal vai achar da minha música", revela.

Hoje ele diz se sentir mais à vontade, pois este tempo deixa o artista mais tranquilo e mais focado no seu trabalho. Ele ainda analisa que na época era difícil tocar algumas músicas por causar uma certa estranheza, como "Terra de Gigantes" e "Refrão de Bolero".

Transformações

"Não era muito comum canções sem bateria no disco, pois a agenda era muito rock and roll. E hoje isso é irrelevante", declara.

Gessinger está muito mais feliz agora na estrada e em paz com o ofício após esta caminhada de três décadas.

"Escrevo menos hoje, então me satisfaz quando faço. Minha paixão pela música é a mesma. Só gostaria muito de ter a pele que eu tinha na época, mas estou muito feliz com meus cabelos grisalhos", brinca o gaúcho sobre as transformações causadas pelo tempo.

Apresentação

O show mantém a formação de trio que aconteceu em outras cidades e segue até dezembro com Rafa Bisogno na bateria e percussão, Felipe Rotta na guitarra e violão e Gessinger no vocal, baixo e teclados.

O repertório ainda traz músicas de todas as fases da carreira, com destaque para as composições de seu novo compacto e parcerias com Tiago Iorc, Barão Vermelho e Capital Inicial.

Planos

Para o próximo ano, muito trabalho à vista com a divulgação do DVD "A Revolta dos Dândis", gravado em Porto Alegre.

Também tem mais quatro músicas novas gravadas sem público com a mesma formação de trio, mas com a utilização de piano, viola caipira e mais acústicos.

Sobre uma possível volta dos Engenheiros do Hawaii sem possibilidades. "Não tenho ideia de usar o nome e pretendo seguir, especialmente agora que já passou o susto do público, quero continuar este diálogo", diz.

Mais informações

Humberto Gessinger

Sábado (14), às 22h, na Barraca Chega Mais Beach (Av. Da Integração, 860 - Canoa Quebrada). Ingresso: R$ 42 a R$ 102. (88-3421.7101)

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