Jogo

Escape 60: enigma no banco

Em Fortaleza, jogadores são desafiados a pensar rápido e desvendar mistérios em uma nova sala dos jogos indoor

00:00 · 14.03.2018 por Diego Benevides - Especial para o Zoeira
Participantes avaliam a experiência no jogo que exige um bom trabalho em equipe

A porta fecha e um cronômetro anuncia: você e seus amigos têm apenas 60 minutos para juntar todas as pistas e sair do jogo. Essa é a proposta do Escape 60, que completa dois anos de atividades em Fortaleza com o lançamento da sala Joia da Coroa. A brincadeira exige raciocínio lógico, cálculos e interatividade entre os participantes. Não há times rivais, apenas o desejo mútuo de escapar a tempo.

A narrativa da nova sala parece simples ao anunciar que a principal joia da coroa foi roubada. Os participantes atuarão como agentes da Interpol e devem resgatá-la em um banco clandestino de segurança máxima.

O Sr. Bankir e seus guarda-costas estão em uma recepção na casa real e retornarão com sua equipe em 60 minutos, o que exige dos jogadores agilidade para desvendar as dicas espalhadas pelo cenário e pensar em soluções para sair da sala.

A complexidade da Joia da Coroa é semelhante à sala Operação Resgate, que conta a história sobre o desaparecimento de uma mulher em um hotel. Ao entrar no cenário, os jogadores se deparam com um cômodo bem pequeno, se comparado com outras salas, como a Vila do Chaves, e muitos cadeados trancados. O segredo é mexer em tudo, sem danificar o cenário, pois as pistas podem estar nos lugares mais improváveis.

Apesar de propor uma linearidade da narrativa, não existe apenas um jeito para começar o jogo. Por isso, a dinâmica exige união dos participantes e muito diálogo, essenciais para pensar o encaixe de todas as peças.

Zoeira

 A taxa de grupos que conseguem resolver os enigmas e sair das salas antes dos 60 minutos é de 20%. As salas "A Joia da Coroa", "A Vila do Chaves" e "Operação Resgate" estão entre as mais complexas

Os jogadores têm um mesmo propósito e não adianta muito delegar funções específicas para cada um. A ideia é que todos percebam o jogo como um desafio lógico, onde as charadas fazem sentido de alguma forma.

O nervosismo é natural, já que o cronômetro vai reduzindo o tempo que todos têm para escapar. Como é esperado, uma história que envolve um banco clandestino vai exigir alguns cálculos, então é sempre bom contar com aquele amigo que tira a matemática de letra.

Às vezes, é bom repensar os passos que foram dados, pois pode ser que o grupo tenha deixado passar algum detalhe fundamental para abrir um cadeado ou encaixar alguma peça importante.

Interatividade

O espaço é monitorado por câmeras, com instrutores que acompanham todo o jogo e podem dar dicas de como desenrolar a história.

Se, por algum motivo, algum dos participantes precisar sair ou quiser desistir do jogo antes de desvendar os enigmas, é possível apertar o "botão do pânico" para deixar a sala, enquanto os demais seguem o jogo.

A proposta do Escape 60 é possibilitar aos participantes uma experiência interativa, por meio de charadas inteligentes escondidas em um cenário traiçoeiro e elaborado com capricho.

É um jogo de fuga que exige concentração, calma e perspicácia. Ao contrário dos jogos eletrônicos, o Escape 60 exige que cada um tenha uma participação ativa, na qual muitas vezes é preciso correr, levantar ou inclinar para ver as dicas por uma nova perspectiva.

Além de Fortaleza, a rede atua também em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. De acordo com informações oficiais, cerca de 400 mil pessoas já participaram, sendo 15 mil apenas em Fortaleza durante dois anos de funcionamento.

Para além da diversão garantida, os jogos também podem ser usados como dinâmica de grupos por empresas. Os jogadores não ganham prêmios ao cumprir os desafios, justamente porque a melhor vitória é conseguir, ao lado de seus amigos, descobrir todos os mistérios que foram propostos. É um alívio gratificante quando a porta destranca antes do tempo acabar, fruto de um bom trabalho em equipe.

A taxa de saída do jogo é estimada em 20%, mas depende de cada ambiente. São níveis diferentes de dificuldade. A Joia da Coroa, a Vila do Chaves e a Operação Resgate talvez sejam as mais complexas, enquanto O Corredor da Morte é um dos principais clássicos do Escape 60, que já recebeu em torno de 30 mil pessoas somando todas as unidades no Brasil. Em qualquer uma das salas, a diversão é garantida.

O principal recorde alcançado em Fortaleza foi na sala Salvem Nossas Almas (S.O.S.), em que um grupo de amigos conseguiu escapar faltando 32 minutos e 6 segundos. É recomendada para os jogadores iniciantes, não por ser "menos complexa", mas por ter uma narrativa um pouco mais curta e fluida. Durante o mês de março, a Salvem Nossas Almas (S.O.S.) estará com desconto especial para novos jogadores.

Opinião

Quem jogou

"Minha primeira vez numa sala do Escape 60 não poderia ter sido melhor: adorei exercitar o trabalho em equipe e a percepção de detalhes. A experiência na sala da Joia da Coroa me fez sair querendo jogar em todas as outras! Superdivertido e estimulante!"

Bia Guedes. Consultora e ativista de moda sustentável, 30 anos

"Foi a minha primeira experiência no Escape 60. Eu amo jogos de lógica e eles não deixaram a desejar. O ambiente consegue prender a todos naquele suspense de ter que resolver os puzzles em um tempo contado para encontrar a saída. É muito empolgante. Agora quero ir para conhecer as outras salas!"

Ícaro Oliveira. Estudante de Arquitetura e Urbanismo, 30 anos

"Sempre tive muita curiosidade de participar do Escape 60 e, como esperado, achei simplesmente incrível! A tensão do tempo se esgotando, o uso da lógica e percepção junto com a necessidade de parar de vez em quando para dar uma respirada antes de recomeçar tornam a experiência essencial para um bom trabalho em equipe. Amei muito e fiquei ainda mais animada de conhecer as outras salas."

Priscila Furtado. Produtora de eventos, 31 anos

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