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Denúncias pelo País

Repórter da equipe de Caco Barcellos revela a idoso que ele era vítima de pessoas de má fé

00:00 · 12.09.2018
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Programa mostra os golpes aplicados contra idosos no Brasil.

Não é de hoje que pessoas imbuídas de má-fé lançam mão de histórias frágeis, porém convincentes, para aplicar golpes em todo o tipo de gente. Mas os idosos, especificamente, são alvos bastante vulneráveis para os golpes que estão na praça e, por isso, o 'Profissão Repórter' tem o assunto como foco na quarta (12).

Quando chegou à casa de Gonçalo Silva, aposentado de 72 anos que mora no interior do Piauí, o repórter Erik Von Poser se deparou com uma situação que é comum no País: analfabeto, o idoso precisa da ajuda da filha para ler o contracheque da aposentadoria paga pelo INSS.

O que ela não viu é que havia, ali, um desconto mensal de R$ 18 referente a um seguro de vida. A ouvidoria do INSS já recebeu 4 mil denúncias de serviços que os aposentados nunca contrataram, mas que são descontados da aposentadoria por empresas privadas e associações do Brasil.

Farsa

Outra modalidade de golpe que ainda faz vítimas no Brasil é a farsa do bilhete premiado. O repórter Júlio Molica revela que encontrou registros sobre esse tipo de crime em um jornal de 1885 e que há, em Passo Fundo (RS), uma espécie de "polo de conhecimento" para bandidos que queiram se especializar no assunto. "Fizemos o passo a passo com uma das vítimas e, nessa cidade, a polícia desbaratou uma quadrilha que fazia até ensaios sobre como agir durante o golpe", explica Molica. Entre os idosos que perderam suas economias - até R$ 100 mil -, o que resta é a vergonha por ter caído em uma mentira tão "famosa".

Com um pouco mais de recursos, quadrilhas estão em ação com o golpe do motoboy e do cartão de crédito. Em São Paulo, a repórter Danielle Zampollo passou cinco dias em duas delegacias de bairros onde há uma grande concentração de pessoas mais velhas. A cada dia, novos casos apareciam para a polícia investigar, como o da mulher que perdeu cerca de R$ 20 mil. Além da vergonha, o receio de represália também apavora as vítimas. "Elas acham que o estelionatário pode voltar e fazer algo pior. O que descobri com os investigadores é que 99,9% dos estelionatários dão o golpe e desaparecem", conta Danielle.

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