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Portrait: os mundos de Ana

00:00 · 18.08.2018

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Desde que nasceu, escutando o canto do sabiá, também aprendeu a ouvir a pausa do silêncio entre as notas das músicas, compreendendo o valor do compasso e a importância que tem cada nota no seu som. E teve mais, ainda pirralha, dos cinco aos dez anos, flutuou na ponta dos pés dançando balé clássico. Praticou esportes na adolescência e apaixonou-se por matemática, uma forma de ver o mundo sem fumaça. Morou na Inglaterra e no Japão e sempre que partia, não sentia vontade de voltar, até descobrir sua alma gêmea depois que uma primeira parceria não vingou. Nasceu católica, converteu-se ao judaísmo para casar e segue o budismo como filosofia. Desfruta de boa gastronomia, mas não tem frescura para encarar um pastel de feira com caldo de cana. Aprecia a arte moderna contemporânea e se expressa muito bem através das lentes. Nas viagens que faz, os “selfies” ficam em terceiro plano. Viajar é o verbo que está sempre a conjugar e seu hobbie favorito: “uma necessidade para manter-me viva”. Sua sensibilidade pulsa em harmoniosa frequência enquanto seus olhos brilhantes estão sempre atentos aos detalhes dos mundos que adora xeretar e a aonde quer que chegue com facilidade. Este Portrait abriu, com muito prazer, seu espaço para as imagens de Ana Fujita Tabacov, uma colega fotógrafa de gosto gêmeos.

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