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Portrait: a naturalidade do diferente

00:00 · 08.09.2018

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Existem coisas e lugares que só vendo de perto e fotografando para acreditar e fazer com que os outros constatem, como o trem de fundo de quintal, em Hanoi, no norte do Vietnam. A linha férrea por onde os trens passam duas vezes por dia fica muito perto dos edifícios. Os moradores sabem quando o trem está chegando e se movem para fora do caminho, e mesmo algumas lojas recolhem mercadorias quando o trem está se aproximando. Para eles, é parte de sua rotina.

Idosos costumam sentar-se sobre os trilhos durante todo o dia conversando, e quando o trem está para passar eles movem suas cadeiras para um metro de distância da pista e continuam conversando enquanto o trem vai passando. No Afeganistão, quem passa e que fotografar o que acontece naquele país cheio de restrições, deve fazê-lo rápido e com discrição, como o registro de uma família às margens da estrada que liga Cabul a Mazar-e-Sharife. Em uma aldeia de pescadores no Rio Mekong, uma criança usar uma bacia como bote é comum, normal. A mulher solitária no alto de uma duna e a composição entre homem sem rosto, chapéu, guarda-chuva e cachecol foi puro oportunismo do ângulo.

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