Coluna

Entre Nerds & OtakusUma nova esperança

Entre Nerds & Otakus

FLÁVIA GURGEL - flaviapgurgel@gmail.com

00:00 · 16.12.2017
O filme homenageou a atriz Carrie Fisher, a princesa Leia, que faleceu no fim do ano passado

O oitavo episódio da franquia Star Wars estreia, cumpre o que promete, supre as expectativas dos fãs e ainda traz um sopro de esperança no futuro

Quando retornou em 2015 com a continuação da trilogia clássica dos anos 1970, a franquia Star Wars arrebatou o mundo. Trazendo uma protagonista feminina, 'Star Wars: O Despertar da Força' começou bem a nova fase, mesclando novos e antigos personagens de uma maneira interessante e abrindo as portas para uma nova forma de pensar a "galáxia muito, muito distante". Em 'Star Wars: Os Últimos Jedi', o sucesso foi ainda maior.

A história começa praticamente de onde o filme anterior parou. A Resistência comandada pela general Leia Organa continua seu embate com a Primeira Ordem que ameaça a galáxia sob o domínio do Líder Supremo Snoke.

Enquanto isso, Rey encontra Luke Skywalker em seu exílio e diz que é necessário retornar, pois ele é a esperança que todos precisam. A partir disso, o longa se desenrola com cenas de ação bem dosadas e também dando espaço para o desenvolvimento dos personagens, novos e antigos.

Há bastante tempo de tela para Leia e Luke, de forma que conseguimos acompanhar os caminhos que eles trilharam após derrocada do império.

Dos novatos, o que ganhou mais espaço nesse longa foi o piloto Poe Dameron. Na prática, a trama do lado da Resistência gira em torno dele, mas sem deixar Finn de lado.

Uma nova personagem, a mecânica Rose, interpretada por Kelly Marie Tran, chega adicionando mais diversidade ao elenco.

'May the force be with you'

Uma dos pontos curiosos da produção é que, apesar de ter parte do enredo localizado em três planetas, grande parcela da história se passa no espaço, em uma espécie de perseguição que ameaça acabar de vez com a Resistência.

Além disso, o longa quebra com algumas tradições da franquia e extrapola outras, brincando com os limites que nos foram apresentados nos outros filmes e emprestando conceitos que foram explorados apenas no chamado Universo Expandido.

A atriz Carrie Fisher, falecida no fim de 2016, mas que já havia gravado o longa, é responsável pelas cenas mais emocionantes deste episódio. É uma pena pensar que ela teria um papel fundamental no próximo filme, mas que não vamos mais poder contar com seu carisma e seu talento.

A evolução de Kylo Ren é um ponto alto da história e a relação que ele desenvolve com Rey acaba culminando num dos grandes momentos do filme que vai arrancar gritos dos fãs mais empolgados. Mark Hamill também não deixa a desejar, mostrando um Luke cansado e sem esperança, provando que mesmo um Mestre Jedi experiente ainda pode aprender com a Força.

Com diversas referências a tudo que conhecemos da franquia e misturando com novos conceitos, 'Star Wars: Os Últimos Jedi' é talvez o melhor filme da franquia desde a primeiríssima trilogia.

Muito desse mérito pertence ao diretor Rian Johnson que conduziu a produção de forma hábil e adicionou camadas pouco ou nada exploradas até então, como questões sociais, indústria bélica e até direitos dos animais.

Problemas ainda existem, um deles é o pouco tempo de tela da Capitã Phasma, primeira vilã da franquia, aliás, um erro já recorrente. Porém, apesar das escorregadas, o resultado é grandioso, inclusive na duração, e consegue trazer muita esperança no que vem pela frente. Depois deste filme, 2019 nunca pareceu tão longo para os fãs de Star Wars.

*Texto produzido com a colaboração de Rafael M. Vasconcelos, membro da Aceccine

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