Coluna

Cosmética & Beleza: Cosméticos livres de crueldades

00:00 · 14.06.2017
Fernanda Lima é a porta-voz no Brasil para campanha contra os testes em animais. Apesar de haver alternativas confiáveis, os animais continuam sendo sacrificados ( Fotos: Manu Scarpa )

Apesar de parecer um assunto solucionado, 80% dos países do mundo inteiro ainda não possuem leis que proíbam testes em animais para fins cosméticos, incluindo o Brasil. Uma das defensoras mais assíduas na luta contra essa prática é a fundadora da marca inglesa The Body Shop, Anita Roddick.

Ativista da causa desde a abertura da empresa, em 1976, Anita começou a levantar essa bandeira em 1989, na Inglaterra. Sua primeira conquista aconteceu em 1998, com a aprovação do projeto de lei contra testes em animais. A luta continuou com o propósito de transformar o projeto em lei, que atendesse não só o Reino Unido, mas todos os países membros da União Europeia.

Vitória

A segunda campanha, iniciada em 2003, com a intenção de banir os testes cosméticos em animais, finalmente foi aprovada em 2013.

A partir dessa data, nenhum país da Europa é permitido realizar a prática. Desde então, vários países passaram a discutir o assunto e como essa sempre foi uma questão trabalhada pela marca, a diretora de marketing da empresa no Brasil, Karina Mayer entende que esse é o momento de acabar de vez com a prática no mundo inteiro. Afinal, se para muitos a questão está resolvida, para quem permanece na luta operando sem lei que proíba os testes com fins cosméticos, ainda tem muito o que mudar. "Estamos falando em cerca de 150 países no mundo, incluindo o Brasil", revela.

Parceria

Junto com a Cruelty Free Internacional, uma ONG de proteção animal respeitada e consultada por governos e empresas para garantir que as práticas utilizadas dentro das instituições sigam e consigam receber o selo de comprovação dos produtos livres de crueldade animal, a The Body Shop começou, dia 1º de junho, a campanha global para abolir qualquer tipo de testes em animais.

A ação tem o intuito de recolher oito milhões de assinaturas. A petição já foi protocolada e pretendemos mostrar para a ONU, o maior número de participantes registrado na história. "Esperamos que depois desse processo consigamos influenciar os governos do mundo inteiro a fazer mudanças em suas leis e possamos dar fim a essa prática que não tem mais sentido de acontecer", complementa Karina Mayer.

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Ganhos

O consumidor, os animais, o meio ambiente e as próprias empresas serão beneficiados com a aprovação da lei. De acordo com a marqueteira, as atuais alternativas de testes para fins cosméticos podem ser realizadas com análise computadorizada, pele produzida em laboratório e testes de contato em seres humanos.

Essas opções são mais seguras, eficientes e apresentam custos favoráveis. "O consumidor ganha em saber que está usando um produto livre de crueldade. Ou seja, não está sacrificando vidas. Os animais e a indústria de cosmético ganham como um todo, com medidas mais igualitárias, o que daria a oportunidade de todos oferecerem cosméticos livres de crueldade animal", ressalta.

Estimativas

O Brasil é um dos países que não possui nenhuma lei específica que coiba a utilização de testes em animais para fins cosméticos. Conforme Karina Mayer, atualmente cerca de 500.000 animais ainda são utilizados por ano para testes afins no mundo inteiro. Isso, corresponde a 1.390 animais por dia. Para a aprovação de cada novo ingrediente, é necessário envolver mais de 1.400. "É muito animal sendo sacrificado sem necessidade", destaca Karina.

Para consolidar a campanha, a marca reuniu a imprensa nacional, em evento realizado dia 8 de junho, na Casa Manioca, em São Paulo. Na ocasião os jornalistas conferiram os lançamentos em cosméticos, um pouco da ação e conheceram a embaixadora da marca, Fernanda Lima.

Essa é a primeira vez que o Brasil tem uma cara. A escolha da Fernanda envolve diversas questões e valores dela como personalidade e pessoa inidônea, que se conecta com a visão da marca. Por isso, Karina confessa estarem todos muito felizes em poderem contar com a presença da apresentadora nesse projeto.

Além de Fernanda, a campanha tem o apoio das influenciadoras digitais Paola Antonini, Ana Lídia Lopes e Maju Trindade. "Elas estão juntas com a meta de coletar oito milhões de assinaturas e aprovar a lei no Brasil e no mundo", destaca a diretora de marketing, Karina Mayer.

Embaixadora

Símbolo de beleza no Brasil, Fernanda Lima demonstra empenho e empolgação ao ser escolhida para representar a marca e encabeçar as assinaturas da petição.

A apresentadora diz estar muito satisfeita por saber que seu trabalho, de alguma maneira, alcança um público que a entende como comunicadora, respeita, aceita e quer tê-la como embaixadora de uma renomada marca.

"Quando participo de uma campanha que envolve questões de bem-estar, aí eu faço com mais vontade e prazer. Abraçar uma causa que nos coloca a refletir sobre coisas que, apesar de acreditar, o distanciamento nos impede de saber como funciona, torna-se mais interessante quando nos envolvemos. Tudo fica mais fácil de entender e ser porta-voz da luta", conclui Fernanda Lima. Para participar da campanha, existe a petição online em: www.Thebodyshop.Com.Br/p/contra-testes-em-animais.

As primeiras conquistas contra testes em animais

Na década de 1970, a Cruelty Free Internacional levanta, pela primeira vez, a questão sobre testes em animais com finalidades cosmética;

Em 1980, a The Body Shop é a primeira empresa internacional de cosméticos a fazer campanha contra os testes;

Apenas, em 1998, o governo do Reino Unido proíbe os teste de produtos e ingredientes em animais.

Em foco

Beleza caririense

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Eleita a mais bela moça do município do Crato, Fernanda Castro, de 22 anos, com produção do Mundo das Maquiagens, é a representante da região do Cariri, no Miss Ceará 2017. O evento acontece logo mais à noite, a partir das 19 horas, no Teatro do Shopping Via Sul.

*A jornalista viajou a convite do evento.

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