Especial Publicitário

Traços e Cores

Há 20 anos atuando profissionalmente como ilustrador, João Bosco, de 36 anos, trabalha com ilustração digital e tradicional para diversos meios.

João Bosco: é possível viver de ilustração, desde que o profissional tenha conhecimento e prática, além de constante divulgação.
05:00 · 12.06.2018

Há 20 anos atuando profissionalmente como ilustrador, João Bosco, de 36 anos, trabalha com ilustração digital e tradicional para diversos meios. De quadrinhos e card games a revistas e livros, passando por storyboard, jogos de tabuleiro e livros infantis. “Atualmente, também ensino na escola Art & Cia, em Fortaleza, e faço tutoria online, acompanho o desenvolvimento do artista que queira aprimorar sua arte”, descreve.

Em seu portfólio, Bosco coleciona participações em revistas como Asa Noturna (DC Comics), Heróis de Aluguel (Marvel Comics) e Turok. Também já fez cards para jogos como Game of Thrones, Lord of the Rings e Star Wars, storyboards para o filme "O Shaolin do Sertão" e livros infantis para o Governo do Ceará por meio do Programa Alfabetização na Idade Certa (PAIC).

Mesmo apaixonado pelo que faz e já tendo experiência, nem tudo são flores. “Em 2008, tive dificuldades por conta da crise econômica. Na falta de trabalho, decidi aprender a pintar digitalmente e entrar em novos mercados. Foi complicado, pois estava entrando num meio onde eu era desconhecido. Mas, com estudo, divulgação e paciência tudo foi dando certo”, revela. Dessa forma, quando uma área está mais fraca, ele consegue trabalhos em outras áreas, e assim tem vencido
os desafios.

DEDICAÇÃO

Trabalhando em média oito horas por dia, cinco dias na semana, o freelancer administra os horários para evitar trabalhar nos sábados e domingos. Atualmente, a maioria de seus clientes são dos Estados Unidos. “Algumas agências de publicidade daqui e empresas de entretenimento. Não há um perfil específico dos clientes, pois trabalho em vários meios. O que há em comum é serem da área de
entretenimento”, pontua.

Para ele, que tem a ilustração como única fonte de renda, é possível viver disso, desde que o profissional seja bom tecnicamente, tenha conhecimento e prática, além de constante divulgação. “Se eu dependesse apenas de trabalhos em Fortaleza, seria bem difícil. Mas, hoje em dia, é mais fácil se comunicar com potenciais clientes no mundo todo, o que viabiliza a atividade”, observa.

Outro ponto bem importante é a questão do estudo e do aprimoramento permanentes. “Sou muito apaixonado pelo que faço e me divirto na minha atividade, mas não quer dizer que não precise me esforçar e estudar. Há um estereótipo de que o artista vive de dom e inspiração, mas profissionalmente isso não é tão relevante. O importante é trabalho e estudo. Habilidade nata é um diferencial, se for
desenvolvida", opina.

Ele próprio fez um curso de nível superior e especialização – formou-se em Artes Plásticas e fez Pós-Graduação em Design Digital – para aumentar seu conhecimento. A quem quer seguir essa carreira, Bosco recomenda estudar muito, divulgar bem pela internet, criar contatos e focar nas áreas e nos estilos preferidos. “E tenha paixão! Desenhar e pintar são atividades ligadas a foco, paciência, insistência, longas horas em uma única arte, além de estudo constante. Eu nunca parei os estudos, e a concorrência também não”, afirma. 

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