Especial Publicitário

Tecnologia limpa

Um projeto acadêmico que se transformou em startup. A história da Selletiva começou em uma disciplina de mestrado e evolui para um negócio de base tecnológica que contribui de forma direta para a sustentabilidade do planeta.

Da esquerda para a direita: Bianca Soares, Victor Hugo e Cristiano Almeida, da Selletiva.
05:00 · 26.06.2018

Um projeto acadêmico que se transformou em startup. A história da Selletiva começou em uma disciplina de mestrado e evolui para um negócio de base tecnológica que contribui de forma direta para a sustentabilidade do planeta. Em um cenário de elevado número de resíduos gerados pelo Brasil e descarte inadequado de boa parte deles, os empreendedores da Selletiva viram um enorme potencial a ser explorado, tanto na área de reaproveitamento dos resíduos quanto na redução dos custos operacionais para as empresas e instituições que atuam com logística reversa, que trata do retorno dos materiais descartados para a
reciclagem industrial.

O problema é que sem uma coleta seletiva efetiva e com a má gestão dos resíduos, a necessidade de construção de novos aterros sanitários é antecipada, a qualidade da água e a saúde pública ficam prejudicadas e os custos tornam-se crescentes, tanto para gerenciar quanto para fiscalizar. É aí que entra a solução pensada pela startup cearense. “Desenvolvemos um processo que acompanha as movimentações dos resíduos e dos geradores, passando pelas transportadoras, empresas de reciclagem e aterros sanitários, isto é, fazemos um mapeamento para detectar se os resíduos estão sendo realmente movimentados e descartados nos locais credenciados”, explica Victor Hugo Alencar, sócio e gestor tecnológico da startup.

Em um único ambiente, a tecnologia integra diversas funcionalidades de gestão/controle de resíduos para os principais agentes da cadeia de logística reversa: consumidores residenciais e industriais, empresas e associações de coleta de resíduos, cooperativas de catadores, ecopontos, indústrias de reciclagem e órgãos públicos (responsáveis pelas políticas públicas e pela fiscalização), bancos etc.

O trabalho é feito por meio do acesso ao sistema, que pode ser em computadores, celulares ou tablets. “A solução também possui aplicativos (para Android) e está preparada para fazer integração com soluções privadas de empresas terceiras, como sensores (Lixeiras Inteligentes, IOT), câmeras (monitoramento) e GPS (rastreamento do caminhão e/ou das lixeiras/contêineres), trazendo mais inovação tecnológica ao processo (que é feito hoje por meio de documentos físicos em papel) com mais confiabilidade e segurança nas informações, evidenciando os registros da coleta, transporte, descarte e fiscalização por parte dos interessados”, explica Victor Hugo Alencar.

DESENVOLVIMENTO

A solução teve origem na dissertação de Mestrado em Administração e Controladoria na Universidade Federal do Ceará (UFC) de Sérgio Clério, CEO da startup. O trabalho foi defendido em julho de 2012 e, desde então, vem sendo aperfeiçoado. “Após a defesa da dissertação, começamos a submeter a ideia em vários editais e desafios. Em um deles, conseguimos apresentar dentro do barco do Greenpeace, ancorado no Porto de Recife”, conta Victor Hugo Alencar.

A partir desta experiência, o projeto foi credenciado para ser incubado dentro do Porto Digital na capital pernambucana. “Inclusive, até hoje, somos o único projeto não pernambucano incubado e graduado dentre as três incubadoras do Porto Digital”, orgulha-se.

Após 18 meses de incubação, foi gerado um Produto Mínimo Viável. “A incubação foi importante para termos uma visão mais empreendedora do nosso negócio e de que a inovação precisava ser colocada no mercado, isto é, gerar Nota Fiscal ou melhorias práticas para a sociedade, caso contrário, ela seria apenas uma boa intenção que ficou papel”, reflete Victor Hugo.

Outra conquista para a empresa foi ter sido selecionada pelo Banco do Nordeste (BNB) para participar de um intercâmbio em Israel, no ano passado. “Vimos o impacto e a importância das universidades no papel do desenvolvimento socioeconômico da nação, como um centro de inovação focado na resolução dos problemas e na visão daquilo que ainda está por vir. Professores e alunos construindo seu negócio dentro da academia, que lá é o natural”, observa Victor Hugo Alencar.

O contato com grandes companhias que começaram como startup serviu de incentivo. “Já sabíamos da importância da gestão das informações sobre resíduos no meio internacional, mas nada melhor do que vivenciar a experiência para continuar crescendo com nosso negócio”, arremata.

Conheça mais sobre o trabalho da Selletiva em: selletiva.com.br. 

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.