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Solução prática

Devido a problemas em um computador, um hospital pode perder os exames de imagem e os laudos dos pacientes, prejudicando o tratamento de saúde de muitas pessoas. A cena não é tão difícil de acontecer e, infelizmente, já foi realmente vivenciada, devido à falta de estrutura do sistema de saúde brasileiro. Felizmente, têm surgido iniciativas para solucionar esse problema, apostando na tecnologia e aumentando a praticidade para pacientes, médicos e clínicas.

Gestores da Audo Radiologia: Milena Rosado e Yvens Rebouças (à frente), com Leonardo Pires (à esquerda) e Marcos Mendes
05:00 · 10.07.2018

Devido a problemas em um computador, um hospital pode perder os exames de imagem e os laudos dos pacientes, prejudicando o tratamento de saúde de muitas pessoas. A cena não é tão difícil de acontecer e, infelizmente, já foi realmente vivenciada, devido à falta de estrutura do sistema de saúde brasileiro. Felizmente, têm surgido iniciativas para solucionar esse problema, apostando na tecnologia e aumentando a praticidade para pacientes, médicos e clínicas. Um desses trabalhos é o da Audo Radiologia, startup com sede em Fortaleza. “Queremos ajudar na jornada do cliente, permitindo que o paciente, quando fizer um exame radiológico, tenha a posse dessas imagens. Quando o paciente for para outra clínica, ele terá à disposição os exames que já fez, porque estão em nuvem. É importante pare ele e para o profissional de saúde ter acesso ao histórico, determinante para o tratamento a ser adotado”, analisa Leonardo Pires, um dos CEOs da Audo Radiologia.

A trajetória da startup começou com a experiência e a observação de Milena Rosado, uma das suas CEOs. “Sou sócia de uma clínica popular de saúde, que oferece serviços de exames e diagnósticos. Mas começamos a ter dificuldade para encontrar um software que nos desse segurança para fazer os exames de imagem e que fosse acessível. A partir disso, percebi um mundo de oportunidades, pois a cada dia cresce o número de clínicas de radiologia, assim como a necessidade da população por esse tipo de exame”, conta
Milena Rosado.

Com a ideia em mente, ela reuniu a equipe, formada por Leonardo Pires, Yvens Rebouças (Diretor de Computação Gráfica) e Marcos Mendes (Designer de produtos) e começou a desenvolver a startup. Entre pesquisas de mercado, testes, reuniões e validações se passou mais de um ano, até que, no início de 2018, a empresa passou a operar oficialmente. “Foi um grande desafio. Desenvolver um software médico, que vai influenciar na saúde de muitas pessoas, requer cuidado. Mas tivemos ajuda de professores da Unifor e da UFC, já que o Yvens fez mestrado em computação e o Leonardo está terminando o mestrado”, conta
Milena Rosado.

O PRODUTO

O trabalho da Audo se baseia no software de mesmo nome. Tecnicamente, é um VNA, sigla em inglês para Vendor Neutral Archive. É uma tecnologia na qual as imagens médicas e documentos (como laudos) são armazenados ou arquivados em um formato padrão em nuvem, podendo ser acessados de qualquer lugar. Uma das vantagens é que o fluxo de emissão de laudos das diversas clínicas é concentrado em uma ferramenta. Todo o trabalho é realizado em só um lugar, desde a distribuição e a visualização de imagens até a elaboração e submissão do relatório, independente da tecnologia de cada clínica.

“É uma solução mais barata, porque a clínica não precisa adquirir o pacote completo do software e a gente fica mais livre para chegar em uma clínica nova, pegar aqueles exames, fazer a ligação de todos os exames do cliente. Tira a necessidade da clínica e do médico terem que guardar fisicamente os exames. Segundo a legislação, a clínica tem que manter os exames arquivados por 20 anos. Resolvemos todos esses problemas de uma vez só”, detalha Yvens Rebouças.

SUCESSO

O crescimento da Audo tem sido promissor. Além de o software estar tendo boa aceitação no mercado – o produto está sendo usado por clínicas no Ceará e já há contatos com clientes de outras partes do Nordeste e do Sul do País –, a startup participa de editais importantes, tendo sido selecionada pelo Startup Brasil e pela Inovativa Brasil. Hoje, a equipe de colaboradores tem, além dos quatro gestores, mais
duas pessoas.

Para quem pretende ingressar no mundo das startups, um conselho dos gestores da Audo é a preparação consistente, antes de se lançar no mercado. “O mais importante é entender o problema. Às vezes, a pessoa não amadurece o problema direito. Se você não resolve um problema, não tem um negócio. Entender o problema que se quer resolver é a parte mais difícil do processo. Quando se consegue isso, as outras etapas ficam bem mais fáceis”, afirma Marcos Mendes, Designer de Produto da Audo.

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