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Solução agiliza 
resultados de exame

Para receber o resultado de um exame radiológico, a espera do paciente pode levar alguns dias. Mas, graças à tecnologia de armazenamento de dados em nuvem, o laudo pode sair em questão de horas.

05:00 · 29.05.2018
Jorge Moraes
Jorge Moraes: a solução beneficia clínicas do Brasil inteiro e já conta com clientes do Ceará e mais cinco Estados, além do Distrito Federal.

Para receber o resultado de um exame radiológico, a espera do paciente pode levar alguns dias. Mas, graças à tecnologia de armazenamento de dados em nuvem, o laudo pode sair em questão de horas. Esta é a solução da startup cearense LabPacs para reduzir o tempo de espera dos pacientes e ainda evitar o uso de lâminas físicas, prejudiciais ao meio ambiente. A empresa foi destaque na última edição do Prêmio Você Empreendedor, agraciada com o 3º lugar da categoria Empresas de Pequeno Porte. “Foi uma honra para a nossa empresa”, comemora Jorge Moraes, sócio-proprietário da LabPacs. “O prêmio é um oxigênio a mais”, completa.
O empreendedor explica que a startup surgiu em 2015, quando ele percebeu a carência da população por exames de qualidade e com rápida emissão de laudos. “Nós focamos especificamente a área de imagem, e a gente percebe que o fluxo da imagem é lento e gera materiais e insumos que são danosos até para o meio ambiente”, afirma Jorge Moraes.
A LabPacs oferece uma solução que recebe as imagens do exame e os armazena em nuvem. “É um software muito leve. Nós o instalamos de forma rápida e remota nas clínicas. Em questão de horas, depois da instalação, a clínica já passa a enviar as imagens para a nossa plataforma”, explica o empreendedor. Em seguida, as imagens são repassadas para um radiologista, que pode estar em qualquer lugar do mundo. Ele acessa o exame, produz o laudo e, em poucas horas, a clínica recebe o resultado. “A empresa recebe o laudo pronto, baixa o arquivo e entrega para o paciente, que pode acessá-lo de qualquer lugar. Ele pode até viajar, pois não tem aquele compromisso de voltar para a clínica para pegar o resultado, acessando-o de qualquer dispositivo, inclusive do celular”, explana Jorge Moraes.

CRESCIMENTO
Com os primeiros clientes, o produto foi validado. O boca a boca ajudou a expandir a plataforma no mercado e o negócio foi crescendo rapidamente. “De 2015 até hoje, mais de 3 milhões de laudos foram emitidos. É um volume muito bom, considerando que cada laudo é um exame de um paciente. É como se fossem 3 milhões de pessoas atendidas pela plataforma”, avalia Jorge Moraes.
Como observa o empreendedor, a solução beneficia clínicas do Brasil inteiro e já conta com clientes do Ceará e mais cinco Estados (Maranhão, Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba e Bahia), além do Distrito Federal. Clínicas e hospitais de pequeno e médio porte, bem como as regiões do interior, carentes de recursos tecnológicos, são o mercado-alvo. “Na validação, passamos a estudar cada vez mais o mercado e vimos que hoje a população não está saindo tanto do interior para a capital, como acontecia no passado. Ela continua na própria cidade, porém, quer qualidade de vida. E as empresas que estão indo para o interior precisam de tecnologia”, argumenta Jorge Moraes.
Para o empresário, a solução trazida pela LabPacs vem como alternativa para cidades em que há poucos médicos. “Com a nossa plataforma, os médicos podem continuar no local que eles queiram ficar, contanto que efetuem o laudo e o liberem com velocidade para as clínicas”, reforça.

MERCADOS
Expandir os negócios para as Regiões Sul e Sudeste é o próximo passo da LabPacs. E não para por aí. “Já estamos estudando para os próximos três anos trabalhar com inteligência artificial e internacionalização da empresa”, adianta Jorge Moraes.
O empreendedor comemora o fato de a empresa estar participando de programas de aceleração de startups, como o do Sebrae e o Inovativa Brasil. Neste último, a LabPacs é uma das sete startups cearenses participantes, de 300 inscritas de todo o País. “É muito bom estar conectado a essas grandes empresas que patrocinam o empreendedorismo. É preciso continuar com o foco para que se consiga colocar o produto no mercado”, reflete.
 

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