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Rede forte

Formamos uma rede social de empresas, com uma busca poderosa e categorização dos empreendedores, de todas as cadeias de valor

04:00 · 15.08.2017

Em 2015, o empresário Paulo Ribeiro tentava alternativas para driblar a crise e propôs aos clientes de sua confecção fabricar uma nova linha de jeans. Para isso, ele fez uma busca na internet, com o objetivo de encontrar novos fornecedores de tecidos e aviamentos. A procura não deu certo. “Simplesmente eu não conseguia encontrar ninguém, nem em Fortaleza nem fora do Ceará para fornecer os produtos que eu precisava”, conta o empresário. Num primeiro momento, a empreitada frustrada o deixou nervoso, mas, depois, ele percebeu que tinha em mãos uma oportunidade de negócio. “A maior dificuldade de qualquer empreendedor é encontrar os fornecedores certos. Notei que não havia conexão entre as empresas e pensei em criar uma rede, que unisse quem produz e quem precisa comprar. Uma rede de empresas como essa não existia na internet”, comenta Paulo.

Dessa forma, começou a nascer a Selectus – Rede de Negócios, startup cearense que conecta empresas e profissionais de todos os setores, gerando negócios nos mais diversos níveis da cadeia produtiva, envolvendo desde fornecedores de matéria-prima, a indústrias de transformação, passando por comércios, prestadores de serviço, profissionais autônomos e mão de obra permanente. “Há quem diga que a tecnologia veio para diminuir os empregos, e a gente faz o contrário: unimos a tecnologia com o mercado físico já existente, proporcionando que empreendedores de todos os segmentos façam negócios entre si, ampliando o mercado de trabalho”, resume Paulo Ribeiro.

Todas as transações e negócios acontecem sem custos para o participante, dentro do sistema elaborado por Paulo e seus sócios, Danilo Carvalho e Davi Costa (foto acima), que estão junto com ele no projeto desde o início. “Batemos o martelo para iniciar a Selectus em fevereiro de 2016. Já temos mais de mil empreendedores cadastrados, a previsão é chegarmos a 50 mil até o fim do ano”, projeta Danilo.

Nesta entrevista ao Você Empreendedor, os idealizadores da Selectus explicam como a rede de empresas funciona e de que forma estimula o empreendedorismo no Ceará.

VOCÊ EMPREENDEDOR: Depois que a ideia inicial da Selectus surgiu, de que forma a startup foi estruturada?
PAULO RIBEIRO: Meus sócios e eu pesquisamos as tentativas de redes de empresas que já existiram e não deram certo. Começamos a observar as plataformas existentes e seus pontos fortes. O que o Facebook tem de bom? A interação, com curtidas e comentários. O que o Google tem de bom? O sistema de busca. O que a OLX tem de bom? A categorização dos resultados. E assim fomos unindo as coisas boas de uma plataforma e outra, modelando o negócio. Formamos uma rede social de empresas, em formato de rede social, com uma busca poderosa e categorização dos empreendedores, de todas as cadeias de valor. A ideia é bem simples: fazer o empreendedor nascente ou já estabelecido encontrar tudo o que precisa para iniciar ou gerenciar o seu negócio.

Na sua percepção, por que ainda ocorre essa dificuldade de conectar as empresas?
PAULO RIBEIRO: Nosso tipo de negócio é chamado de market place. Nele, tem que ter quem oferte e quem procure pelo produto ou serviço. Quando é uma oferta de “um pra um” (one to one), como um táxi que oferta uma corrida para um passageiro, é mais simples. Mas no nosso caso, que trabalhamos com a cadeia produtiva como um todo, é muito mais complicado. Só no setor de confecção, são mais de 100 fornecedores diferentes: tecido, insumos, aviamentos, estamparia, facções, lavanderias... é muita gente. As tentativas anteriores deram errado porque as pessoas faziam como páginas de classificados: as empresas anunciavam e ficavam lá, era simplesmente uma busca. E nós estruturamos o negócio em rede, tentando solucionar esse problema.

Se as empresas não pagam nada para usar o sistema, de que forma ele gera receita?
PAULO RIBEIRO: Usar a rede é 100% gratuito, mas ganhamos dinheiro de algumas formas. Uma das maneiras de lucratividade é que, como somos um market place, quem quiser fazer transações dentro do sistema paga uma pequena taxa pelo negócio, via cartão de crédito. Mas o empreendedor também pode optar por fazer negócios por fora, diretamente com quem está ofertando o produto ou serviço. Outra forma é que, como a Selectus funciona com um sistema de busca, quem quiser aparecer com mais destaque nos resultados da busca, paga uma taxa. E temos, ainda a cotação (pesquisa) de fornecedores, que é gratuita, mas, para responder a uma cotação, é preciso pagar um pequeno valor.

Qual foi o maior desafio que vocês enfrentaram para estruturar a Selectus?
DAVI COSTA: A falta de investidores. Nossa luta é diária, não temos fim de semana, feriado, e nosso time é pequeno. O investidor brasileiro só aposta em uma ideia se ela tiver uma solução. E é preciso se preparar para os ‘nãos’. No Nordeste, ainda temos uma grande escassez de investimento. Mão de obra não é problema, o que as startups, de maneira geral, precisam, é de mais apoio.
 

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