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Para o mundo

" É preciso ter cuidado e fazer estudos. Não se pode começar de qualquer jeito, para não correr o risco de se frustrar"

04:00 · 15.08.2017

O mercado brasileiro ficou pequeno para a marca Catarina Mina. Tendo alcançado alguns dos principais mercados do Sul e Sudeste do Brasil, além de ter a marca consolidada em todo o Nordeste, a empresária Celina Hissa percebeu que precisava levar a qualidade dos produtos – bolsas, cintos e colares feitos de crochê por um grupo de 30 artesãs cearenses – para outros mercados. E nada melhor do que os exigentes consumidores europeus e norte-americanos para oferecerem um bom desafio para a empreendedora. Após meses de estudo, a Catarina Mina finalmente está disponível para os clientes de vários países, e com perspectivas de crescimento. “A marca cresceu muito de dois anos para cá, e percebemos que, como se trata de um produto sofisticado, não poderíamos estar em mais de uma loja por capital, precisamos ter poucos pontos de venda nacionalmente, inclusive porque as lojas que revendem nossos produtos gostam de exclusividade. A partir disso, e como fomos convidados para um evento na Alemanha, em 2015, começamos a nos preparar para ganhar mercado no exterior”, conta Celina.

Para surpresa da empresária, os produtos da Catarina Mina foram muito bem recebidos pelo público europeu. Surgiram outros interessados, e ela viu que a marca – nascida com a inspiração de valorizar a cultura local, trazendo um olhar de design ao artesanato do Ceará – poderia alçar voos mais altos. “Ficamos um ano, ao longo de 2016, planejando como seria essa entrada no mercado exterior. Este ano, estamos realizando esse objetivo”, conta Celina Hissa.

Celina Hissa - loja Catarina Mina

 

PREPARAÇÃO

Naquele período, a empresa ganhou orientação da Endeavor, organização especializada no apoio ao empreendedorismo e a empreendedores de alto impacto, fortalecendo seu modelo de negócios. E outras providências foram tomadas, como o pedido de registro da marca na Comunidade Europeia e nos Estados Unidos. Esse processo deve estar concluído neste mês de agosto. “É um pré-requisito para começar a entrar nesses mercados. Você não pode ter sua marca registrada só nacionalmente, tem que ter o registro lá, para não correr o risco de outra pessoa copiar seu nome, agindo de má-fé”, comenta Celina Hissa (foto acima).

Além disso tudo, foram feitas pesquisas sobre o mercado europeu, as preferências do consumidor daquela região e outros detalhes financeiros e burocráticos. “Percebemos que temos um produto específico, que se adequa à questão da sustentabilidade e à questão do veraneio, para pessoas que sejam ou estejam em cidades litorâneas. Então, passamos a apostar nesses dois pilares. Não é qualquer lugar que vai aceitar nosso produto”, comenta Celia Hissa. “E há questões mais específicas, como as taxas. Como cada país tem sua tarifa de exportação, o produto se comporta de maneira diferente, em cada um deles tem um preço. Mas ao mesmo tempo, não se pode vender num site internacional com preço diferente da loja física. Então, passamos a ter todos esses cuidados”, explica Celina Hissa.

Hoje, a Catarina Mina tem seus produtos presentes nos Estados Unidos, na Irlanda, na Inglaterra, na França e na Grécia. A marca já participou de eventos na Alemanha e na Holanda e está em vias de abrir uma representação no Oriente Médio. “O Brasil é nosso principal mercado, não queremos que esse trabalho de expansão comprometa nossa atuação interna, mas queremos continuar com esse crescimento nos outros países, porque acreditamos que é um dos caminhos a seguir”, observa Celina Hissa.

No Brasil, além do Ceará, a marca é comercializada em Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia, Sergipe, Pará e em Brasília, totalizando 45 pontos de venda.

Celina Hissa incentiva os empreendedores que pretendem exportar seus produtos, mas ressalta que é preciso uma boa preparação. “É preciso ter cuidado e fazer estudos. Não se pode começar de qualquer jeito, para não correr o risco de se frustrar. Tem que estudar, saber que mercado dá certo para seu produto, porque, às vezes, a tentativa não dá certo, e o empresário acha que é porque o produto não tem mercado. E nem sempre é isso”, orienta.

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