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Orientação para crescer

Desde os 16 anos, o empresário Eduardo Torres atua no comércio de bicicletas. Trabalhou na loja do tio, depois passou a cuidar da loja do pai e, há três anos, é dono do próprio negócio, uma loja de produtos e serviços especializados em bikes.

Eduardo Torres: consultoria ajudou a enxergar a saúde financeira da empresa.
05:00 · 24.07.2018

Desde os 16 anos, o empresário Eduardo Torres atua no comércio de bicicletas. Trabalhou na loja do tio, depois passou a cuidar da loja do pai e, há três anos, é dono do próprio negócio, uma loja de produtos e serviços especializados em bikes. Aprendeu com a rotina do negócio familiar as táticas do comércio e cedo desenvolveu intuição para bons investimentos. Mas no mundo dos negócios, apenas intuição não é suficiente. Sem uma boa gestão financeira, o empreendedor pode se sentir caminhando no escuro.

Foi essa sensação que Eduardo Torres sentiu quando recorreu ao trabalho de uma consultoria especializada em gestão financeira. “A minha dificuldade, acho que também a de 60% dos empresários, era que eu trabalhava no escuro, sem números. A minha necessidade maior era ter números precisos de lucratividade, limite de compra e saber até quanto é sadio tirar da empresa”, explica Eduardo Torres.

A consultoria começou há apenas três meses, mas foi tempo suficiente para perceber que algumas decisões tomadas de forma intuitiva causaram prejuízo ao negócio. Uma delas foi investir alto em produtos caros que não deram o retorno esperado. “Fiz um investimento em um produto de maior valor agregado, mas esse dinheiro ficou parado, porque eu investi errado”, lamenta o empresário.

Com o início da consultoria, o comerciante foi levado a rever processos e rotinas e a enxergar a real situação do negócio. “O mais significativo foi enxergar algumas coisas que estavam debaixo dos meus olhos e eu não via. Por exemplo, eu investia muito recurso em coisas que não estavam me dando retorno. E nas coisas que poderiam me dar lucro, eu estava investindo muito pouco”, reflete.

O PAPEL DO CONSULTOR

Como explica o professor Randal Glauber Santos, responsável pelo trabalho de consultoria na empresa de Eduardo Torres, o primeiro passo foi revisar os processos da loja. “Algumas vezes, o empresário tem a impressão de que está faltando pessoal ou dinheiro. E de repente percebe que não está faltando nem um nem outro, só está mal distribuído. Então a revisão de processos é fundamental no início do trabalho de consultoria”, defende o consultor.

Ele explica que na etapa inicial da consultoria foram identificados gargalos e sugeridas algumas mudanças no layout da loja. “Foi feito todo um remanejamento estrutural. A loja passou por uma pequena reforma para otimizar recursos. Meu papel como consultor é fazer com que ele utilize esses recursos de forma mais assertiva”, enfatiza Randal Glauber Santos.

Além de rever processos, a consultoria avalia a distribuição de tarefas, horários, layout e atividades. “Pode-se pensar que a consultoria mergulha diretamente nos números, mas, na verdade, isso é consequência de uma série de outras variáveis que são vistas anteriormente. Antes de dar alguns passos à frente, precisamos olhar um pouco atrás para ver o que tem disponível de recurso”,
ensina o consultor.

Randal Glauber reforça que o trabalho da consultoria é fundamental para dar base técnica às decisões do empreendedor. No caso de Eduardo Torres, a intuição não é proibida, mas agora pode usá-la com informação de valor. “A ideia é que ele não perca essa vocação comercial, que continue usando a intuição dele, mas de uma forma mais responsável. Precisa ter um pouco mais de informação do negócio, mantendo a intuição”, adverte.

Eduardo trabalha para reverter o prejuízo de decisões tomadas no escuro, mas assegura que aprendeu a lição. “Devido ao trabalho da consultoria, dos indicadores que ela me trouxe, eu aprendi. Ainda estamos no meio da consultoria, mas eu já compro de forma diferente”, afirma. 

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