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Novos ares

Ter criatividade para prosperar na economia criativa é fundamental. No entanto, por vezes, mais do que talento, é preciso se reinventar, buscar novos caminhos e até descobrir novas habilidades para sobreviver no mercado. É o caso do desenhista Paulo Jackson.

05:00 · 12.06.2018
Paulo Jackson
Paulo Jackson: atuação como coquetelista abriu o leque de opções do seu serviço para os clientes.

Ter criatividade para prosperar na economia criativa é fundamental. No entanto, por vezes, mais do que talento, é preciso se reinventar, buscar novos caminhos e até descobrir novas habilidades para sobreviver no mercado. É o caso do desenhista Paulo Jackson, que há menos de um ano decidiu empreender em um novo ramo, o de coquetéis em eventos. "Geralmente, quando a gente tem que se reinventar, é porque está apanhando muito ou dando murro em ponta de faca. Para mim, foi um pouco das duas coisas. Eu achava que não poderia fazer outra coisa que não desenhar, que não me adaptaria a outro setor. Mas também vi que se eu não arriscasse, ficaria obsoleto, só esperando as coisas mudarem. Daí veio a ideia de montar uma empresa de eventos", comenta Paulo Jackson.

Não foi fácil para o artista de 39 anos decidir empreender em outra área. Afinal, desde criança, seu negócio sempre foi mexer com tintas, pincéis e canetas. "Na escola, me contratavam para fazer cartazes e desenhos em cartolinas para feiras de Ciências", conta. "Com 14 anos, comecei a fazer cursos para me especializar, pois percebi que essa poderia ser minha profissão", diz.

Aos 18 anos, Paulo Jackson começou a conquistar os clientes e a ganhar dinheiro com sua arte. "O desenho, em si, é técnica e prática. Com o passar do tempo, você vai aprendendo, se aperfeiçoando com novos cursos", observa Paulo Jackson, que, apesar de fazer várias tipos de traços, se especializou na técnica do desenho realista. "O desenho à mão é o que as pessoas valorizam mais. São trabalhos bastante originais e exclusivos", atesta.

Recentemente, o artista ampliou seu leque de produtos e, além dos retratos – pessoais, de família, de artistas, personalidades etc. – passou a compor ilustrações em aquarela para convites. "Faço o tema, que pode ser floral, de rosas, ou outro, e a pessoa leva a ilustração para vetorizar e colocar as letras. Fica como se fosse uma moldura, que valoriza e embeleza o convite", observa.

EVENTOS

Apesar de não lhe faltar trabalho com desenho – ele faz de 15 a 25 desenhos realistas por mês, fora trabalhos esporádicos em eventos –, Paulo Jackson percebeu que precisaria ampliar seu leque de opções. "Eu trabalhava com carteira assinada, mas estava ganhando mais com os desenhos do que com meu salário. E como não estava plenamente satisfeito no trabalho, decidi sair", diz. "Como eu já havia trabalhado com um amigo em uma empresa de coquetéis para eventos, e aprendi alguma coisa da profissão, percebi que poderia ser um bom ramo para investir", conta.

Ele notou que a quantidade de festas e eventos em Fortaleza é muito grande. "Tem muita festa, todo mundo quer comemorar alguma coisa: formatura, aniversário, casamento, festas pequenas, confraternizações, ações em lojas, shoppings, no Centro", descreve Paulo Jackson.

O artista buscou se qualificar. Fez cursos técnicos de bartender (de forma presencial e a distância) e, ao lado de um sócio, abriu a Sunrise Drinks e Coquetéis. "Fazemos todo tipo de evento, fornecemos coquetéis com e sem álcool. Nossa nova especialidade são os coquetéis infantis, apenas com frutas, iogurte, chantilly, chocolate, coisas que a meninada
gosta", conta.

Dessa forma, o empreendedor ampliou a maneira de oferecer seus serviços. "Normalmente, procuro oferecer um pacote para o cliente: os desenhos feitos à mão e os coquetéis. É uma atração que enriquece a festa e tem agradado a muitas pessoas", explica. "Temos feito de seis a sete eventos por mês", conta.

Para quem decidir se tornar um empreendedor, Paulo Jackson recomenda ter coragem. "Arrisque, não tenha medo. Eu também fiquei inseguro, achando que não ia dar certo, mas percebi que a gente não pode se limitar a fazer apenas uma coisa", afirma. "É importante se capacitar, fazer cursos. Para qualquer área da vida, é preciso ter empenho. Você pode construir até um foguete: se tiver dedicação, estude e se especialize para fazer aquilo", incentiva. 

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