Especial Publicitário

Memória afetiva

Ana Lúcia Sales faz parte dos empreendedores do segmento de alimentação e bebidas, que figura em pesquisa do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) como um dos segmentos com maior chance de sucesso em 2018 em termos de expansão do número de micro e pequenas empresas.

05:00 · 05.06.2018
Ana Lúcia Sales
Ana Lúcia Sales: cliente deste segmento sempre quer novidades.

Foi depois de muito pesquisar que Ana Lúcia Sales, chef do Aimê Café, abriu sua cafeteria. “Aimê nasceu de um sonho em empreender. Digo que foi sonho porque até se tornar realidade, planejei, estudei e fiz de tudo para minimizar as chances de erro. Queria uma cafeteria diferente das outras, com proposta de valorização das nossas memórias, porque eu sou uma pessoa saudosista, também. Aimê veio para transmitir todo o meu amor pelas memórias agregadas ao comfort food”, descreve a profissional.

Ela faz parte dos empreendedores do segmento de alimentação e bebidas, que figura em pesquisa do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) como um dos segmentos com maior chance de sucesso em 2018 em termos de expansão do número de micro e pequenas empresas. Para Ana Lúcia, que sempre ouviu dizer que "ninguém para de comer" e que "negócio de comida dá dinheiro”, o cliente deste segmento sempre quer novidades. “Ele não se conforma em vir três vezes e não ter alguma novidade. A reinvenção e a criatividade são vitais para a sobrevivência da empresa”, observa. Por isso, ela investiu nos diferenciais da cafeteria enquanto "casa de vó", buscando alimentar as pessoas com ingredientes frescos e que remetem a esse universo da casa dos avós. “O caldo de frango é feito aqui mesmo, sem nenhum produto artificial, tudo natural, como na época dos nossos avós. Acolher com boa comida é nosso lema, e o cliente se sentir em casa, de uma forma muito natural, é consequência disso tudo”, revela a profissional.

Além da preocupação com os pratos, a gestora também realiza oficinas, como a de caligrafia e a de bordado. “Qualquer outro evento que traga memória afetiva é bem-vindo. Essas oficinas também são um espaço para os pequenos empreendedores que quiserem realizar algo em nossa 'casa de vó'. Sou superaberta a parcerias sadias e concretas. Já realizamos aqui um encontro de empreendedorismo que partiu da iniciativa de nossas próprias clientes”, conta Ana Lúcia, satisfeita.

SUPERAÇÃO

Nesse 1 ano e 3 meses em que a chef do Aimê Café vive exclusivamente do negócio, já foram vários desafios superados. “Não tive gurus nem pais empresários, portanto tive que me virar mesmo para aprender tudo sozinha. E a gente não para de aprender. Abrimos o café no ano passado, ou seja, na crise. Mas em toda crise tem oportunidades, e precisamos aproveitá-las, com sabedoria e responsabilidade. Nosso crescimento é orgânico, um passo de cada vez. Nosso risco é calculado e aprendemos diariamente, principalmente com o cliente”, observa a gestora.

Ana Lúcia comenta que acompanhar pessoas que a inspiram é fundamental para continuar a jornada. “Só assim temos força e energia para continuar empreendendo, mesmo em cenários desafiadores. Aprendi, nesse tempo, que compartilhar o que é real faz toda a diferença. Expor nossa essência é libertador, torna tudo mais fácil e simples”, pontua.

Por fim, ela sugere a quem está começando a empreender ou pensando nisso que valorize quem começou com você, que sempre ouça o cliente, mesmo que não concorde com ele, e demonstre de verdade que o ouviu. “Busque a sua essência: ela vai guiar o seu
caminho”, defende. 

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.