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Mãos que fazem

Millena Cavalcante aprendeu a fazer crochê com a mãe. No entanto, cresceu vendo o trabalho não ser valorizado. Quando mãe e filha passaram a trabalhar juntas, a jovem começou a refletir sobre o que poderia fazer para que as pessoas percebessem o valor do trabalho manual.

05:00 · 03.07.2018
Piera Cysne, Millena Cavalcante e Meiriane Nascimento
Da esquerda para a direita: Piera Cysne, Millena Cavalcante e Meiriane Nascimento, organizadoras do Mana a Mana.

Millena Cavalcante aprendeu a fazer crochê com a mãe. No entanto, cresceu vendo o trabalho não ser valorizado. Quando mãe e filha passaram a trabalhar juntas, a jovem começou a refletir sobre o que poderia fazer para que as pessoas percebessem o valor do trabalho manual. “Eu me juntei com uma menina que fazia cerâmica, outra que fazia macramê, outra, tatuagem... e fizemos a Mana a Mana”, relata a empreendedora.

A Mana a Mana é uma feira criativa, pensada e realizada por mulheres, com o propósito de mostrar para Fortaleza o máximo de empreendedoras criativas que priorizam o processo manual. De junho de 2017, quando houve a primeira feira, até hoje, já foram cinco edições do evento. No próximo sábado, 7 de julho, haverá a sexta edição, no Espaço Naturallis (Av. Santos Dumont, 840 – Aldeota), de 16h às 21h, com entrada gratuita e aberta a quem quiser chegar.

Junto de Millena, as empreendedoras Meiriane Nascimento (da marca Menah Acessórios) e Piera Cysne (da marca E dominga) organizam a Mana a Mana, que promete envolver 30 mulheres, entre expositoras, fotógrafa, DJ, tatuadora e três mulheres que guiarão a roda de conversa sobre autocuidado. Haverá ainda oficinas pagas de queijos veganos e de kombucha.

POSSIBILIDADES

Comemorando um ano de atuação com a sexta feira, a Mana a Mana promoverá oficinas – de macramê, bolos veganos e cerâmicas – em todos os sábados do mês de julho. A ideia das manas é seguir crescendo e sempre oportunizar momentos e espaços de geração de renda para as empreendedoras, revela Millena. “A gente está sempre incentivando que elas estejam em movimento e já estamos nos articulando para fazer eventos além da feira”, acrescenta.

Essa proposta começou a ser colocada em prática desde a primeira edição, quando foi criado um grupo de conversa no WhastApp, que se tornou um grupo de apoio de mulheres, na opinião de Meiriane Nascimento, designer de acessórios e uma das organizadoras da Mana a Mana. “Eu já participei de muitas feiras, mas em nenhuma encontrei esse tipo de ligação que vai além da feira, de apoio mesmo”, pontua.

Para ela, a feira é um momento de ganhar força com outras mulheres. “A Mana a Mana passa uma mensagem não só de consumismo, mas mostra outros valores. Tem uma roda de conversa, uma premissa de serem só mulheres, e de que cada uma faça parte do seu processo. Se estou lá é porque estou num grupo de pessoas que acredita na economia local, no trabalho manual e que outras mulheres podem ter trabalhos incríveis. Além de vender seu produto, você vai mostrar o que pensa”, argumenta Meiriane.

Ela diz ainda que, como empreender é uma opção, tem que ser prazeroso. E ela adora sempre criar peças novas, nunca caindo na mesmice. “Por isso, você tem que amar o que faz, se não desanima e não adianta, não vai valer a pena o esforço. Não é menos trabalhoso, é muito mais. Por isso, você tem que gostar muito”, considera Meiriane.

Millena, que também atua na área de marketing digital, atendendo apenas mulheres, avalia positivamente a atividade de empreender, ainda mais para esse público. “Curto muito, porque sempre admirei mulheres. Elas são minha inspiração. Acho que aqui em Fortaleza, para onde a gente olha, tem mulher empreendendo e o movimento está crescendo. Acho que o futuro é feminino”, arremata.

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