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Ideias que transformam

Praticar o conceito de sustentabilidade no dia a dia foi a principal aposta da Transforme Coworking.

Andre Luis, Daniella, Rosa Miranda e Rui Pedro: equipe de trabalho da Transforme Coworking.
05:00 · 26.06.2018

Adotar medidas ecológicas nas empresas é uma prática que deve fazer parte do cotidiano dos pequenos aos grandes negócios. Os benefícios são inúmeros, como redução de custos para empresa, construção de uma boa imagem da organização perante a sociedade, estímulo ao consumo consciente e, claro, impacto positivo ao meio ambiente. Praticar o conceito de sustentabilidade no dia a dia foi a principal aposta da Transforme Coworking. Como explica a sócia-proprietária Daniella Milerio, o negócio surgiu em setembro de 2017 e já nasceu integrado à filosofia de trabalho dos empreendedores. Com os sócios André Luís Macedo e Rui Pedro, ela já administrava uma empresa de serviços verdes quando tiveram a ideia de abrir o escritório compartilhado. “Sentimos, após a abertura da empresa, que havia necessidade de um espaço físico onde pudéssemos praticar todo o nosso conceito, mas não poderíamos ter um espaço tradicional, fechado numa sala de escritório. Então, veio a ideia de abrirmos um coworking que, como proposta de espaço de compartilhamento, estava integrado com a nossa filosofia de trabalho”, conta Daniella Milerio.

Para começar, 60% do espaço foi construído com material reutilizável. Outra medida adotada foi coletar a água do ar-condicionado e utilizá-la na limpeza do lugar. Além disso, é feita a separação do lixo e o descarte de forma correta. Daniella destaca ainda a existência de uma composteira, reservatório onde o lixo orgânico é tratado por meio de um processo de compostagem, possibilitando que ele retorne, na forma de adubo, à natureza. Para a gestora, essas ações representam redução de custo na operação da empresa, diminuição do impacto ambiental e marketing verde.

Além de soluções práticas nos espaços, o coworking busca envolver a comunidade na causa sustentável. “Uma vez por semana temos, de graça, a Roda de Conversa, sempre com abordagens de temas atuais e, uma vez por mês, fazemos nossa feira de rua sustentável. Colocamos todos os nossos fornecedores na frente do coworking e convidamos o entorno a participar. É uma ação contra a cultura do medo, pois a cidade nos pertence”, destaca Daniella Milerio. O espaço conta ainda com vitrine de ecoprodutores, uma loja colaborativa para mostra e venda de ecoprodutos.

O impacto dessa pegada verde se reflete na clientela. Por causa dessa identidade alinhada com os princípios da sustentabilidade, tanto recebem clientes que já estão em busca de espaços que tenham esse DNA, como conseguem despertar a consciência daqueles que chegam curiosos para entender. “Ter um espaço onde podemos compartilhar que é possível, em pequenas atitudes, fazer diferença, era muito importante para nós três. A sustentabilidade vai muito além de separar o resíduo: ela permeia as relações, o convívio e o respeito com o outro, inclusive nas relações comerciais”, reflete Daniella Milerio.

PONTO DE VISTA

Para Maiso Dias, Diretor de Sustentabilidade da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-CE) e Consultor Nacional da Rede de Sustentabilidade Uniethos, há um avanço na adoção de práticas de sustentabilidade por parte de muitas empresas. Isso pode estar relacionado às exigências dos órgãos governamentais e ao crescimento de prêmios e reconhecimentos concedidos àquelas que mais utilizam tais práticas. “Existe uma maior aceitação e entendimento por parte das empresas, pois o tema da sustentabilidade já se incorporou como um tema da gestão delas e por isso, é preciso medir e monitorar esta 'nova' área na estrutura organizacional. Muitas empresas já têm departamentos específicos de sustentabilidade com orçamentos e pessoal direcionados para esse setor”, pontua Maiso Dias.

A percepção de que os consumidores estão exigindo mais envolvimento das organizações às questões socioambientais também é apontada pelo especialista. “Existe um novo tipo de consumidor, chamado 'consumidor consciente', que toma decisões de compra do produto ou serviço associado às práticas socioambientais e pela sua atuação na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”, observa Maiso Dias.

Embora o consumo consciente seja um movimento crescente, alguns negócios engatinham no tema. “O que tem dificultado hoje como a principal barreira é o entendimento da alta administração com relação ao tema e, consequentemente, a introdução do assunto na estratégia da organização, pois, acontecendo essa iniciação, naturalmente ele se desdobra em objetivos, metas e indicadores de gestão, e de fato se incorpora na gestão da organização”, defende
o especialista.

Adotar práticas socioambientais não só traz impacto para o meio ambiente como pode ser uma estratégia competitiva para as organizações. Empresas que abraçam a causa desfrutam de vários benefícios, como administrar melhor os riscos potenciais do negócio, possibilita participar de compras promovidas pelas grandes companhias, facilita o cumprimento das exigências legais, promove uma comunicação mais transparente e eficaz com os stakeholders, melhora o relacionamento com governo, mídia e comunidade, melhora o envolvimento de toda a cadeia de valor, gerando mais compromissos e parcerias. Além disso, a imagem e a reputação da empresa perante a sociedade também se fortalecem. 

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