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Frutas do bem

Com uma média de produção de 300 toneladas de frutas por semana, o Sítio Barreiras é uma empresa pioneira em bananicultura no Cariri e também um exemplo na gestão da água.

Gerenciamento de água garante maior aproveitamento da produção.
05:00 · 17.07.2018
Fábio Régis de Albuquerque: 90% de tudo que produzimos é consumido.

Com uma média de produção de 300 toneladas de frutas por semana, o Sítio Barreiras é uma empresa pioneira em bananicultura no Cariri e também um exemplo na gestão da água. Foi inaugurada em 1996, em Missão Velha, e atualmente comercializa para São Paulo e para todo o Nordeste. Segundo Fábio Régis de Albuquerque, Diretor da empresa, 90% da produção é de bananas e 10% de mamão.

E tudo isso acontece sem deixar de lado um dos princípios norteadores do Sítio Barreiras: “produzir juntos, hoje e no futuro, bananas saborosas”. Para tanto, a empresa aposta na sustentabilidade, cuidando de maneira consciente das plantas, da água, do solo e de seus colaboradores. O método de plantio e colheita que respeita a natureza, criado pelo Sítio Barreiras, passa pelo uso racional e consciente da água, utilizada na forma de irrigação do tipo microaspersão.

GERENCIAMENTO DA ÁGUA

Fábio Régis de Albuquerque explica que o gerenciamento da água para irrigação é feito por meio de tensiometria e de estações meteorológicas eletrônicas. Estas medem todos os parâmetros ambientais para estimar a quantidade de água e para aferir se a água utilizada está adequada. Para complementar este primeiro método, os tensiômetros medem, em campo, a necessidade de água no solo. “Temos dois tensiômetros por unidade de rega e aí a gente faz a tensiometria para conferir”, descreve o gestor. Dessa forma e com o uso da irrigação localizada com microaspersão, o coeficiente de eficiência de uso da água fica acima de 90%. “A perda de água é quase inexistente”, pontua o diretor.

Ele acrescenta outro fator positivo na eficiência do uso da água, que é o Sítio Barreiras fazer a gestão de toda a cadeia produtiva. “Produzimos, transportamos (em caminhões refrigerados) e fazemos a distribuição (em cada cidade tem um centro de distribuição para fazer isso com maior eficiência e evitar perdas). Então temos um nível de perda de fruta muito baixo. Enquanto o normal para cada 100 quilos produzidos é se consumir apenas 60 quilos, a gente tem um índice de aproveitamento muito maior: 90% de tudo que produzimos é consumido”, comenta o gestor.

Com isso, a eficiência no uso da água, evitando ao máximo a perda deste recurso, se reflete na eficiência da gestão da fruta produzida, o que, por sua vez, também afeta positivamente o gerenciamento da água, sinaliza Fábio Régis de Albuquerque.

SUSTENTABILIDADE

Ele acredita que apenas o cuidado com a água não seria suficiente para que o sistema se mantivesse sustentável. De acordo com o profissional, a maior força do Sítio Barreiras está em trabalhar com pessoas envolvidas. “Melhorar o sistema de gestão para trabalhar com pessoas que tenham autonomia e capacidade de se autogerenciar nos dá muita eficiência. Porque quando se fala de sustentabilidade, a política da empresa às vezes não é acessível, e as pessoas responsáveis por implementá-la não estão envolvidas ou preparadas. Daí a política da empresa não acontece. Como nós temos pessoas preparadas e envolvidas, acontece a política”, frisa o gestor.

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