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Doce sonho

Para muitos donos de empresa, a trajetória de empreendedorismo começa com uma grande mudança na vida ou quando uma paixão antiga fala mais alto e abre caminhos para um negócio. A história da empreendedora Manuela Weyne, de 28 anos, chef confeiteira e sócia-proprietária da Doceville, mostra que as duas coisas também podem acontecer juntas.

05:00 · 03.07.2018
Manuela Weyne
Manuela Weyne: paixão de criança que se tornou um negócio.

Para muitos donos de empresa, a trajetória de empreendedorismo começa com uma grande mudança na vida ou quando uma paixão antiga fala mais alto e abre caminhos para um negócio. A história da empreendedora Manuela Weyne, de 28 anos, chef confeiteira e sócia-proprietária da Doceville, mostra que as duas coisas também podem acontecer juntas.

Há seis anos, Manuela era professora de dança e estudante de Direito desembarcando na França para fazer um semestre da faculdade. Lá, fez muito mais do que aulas de conhecimentos jurídicos: ingressou no mundo dos chocolates, pães, croissants e macarrons franceses. Teve aula com grandes especialistas da área na Cordon Bleu, considerada a maior rede de escolas de culinária do mundo. “Comecei a fazer uns cursos, primeiro por diversão e conhecimento, mas fui me apaixonando cada vez mais pela gastronomia e buscando mais cursos”, conta Manela Weyne.

O que era para ter sido apenas um semestre acabou se estendendo por mais cinco meses e aquela paixão antiga de criança acabou se tornando séria. “Resolvi ficar para estudar só a gastronomia mesmo, pesquisar sobre lojas, comprar material e, quando voltei ao Brasil, a gente já abriu a Doceville”, recorda a especialista em pâtisserie.

Para começar o negócio, Manuela Weyne contou com a parceira da mãe, Cristiana Weyne, com quem aprendeu desde cedo a gostar de cozinhar. “Desde que eu tinha 9 anos, fazia brownie em casa. Então, cresci nesse meio, sempre gostei de sobremesas. Mas eu levava como brincadeira quando criança e, depois, como hobby”, conta a chef confeiteira.

Com a receita do brownie da mãe, que já era famoso entre os familiares, e mais algumas receitas, iniciaram a patisserie no bairro Aldeota. “A gente queria uma rua bucólica que trouxesse esse ambiente francês”, explica a empreendedora.

CRESCIMENTO

Para um negócio crescer e ganhar maturidade, é preciso muita dedicação. Manuela Weyne entendeu isso após algum tempo tentando conciliar a faculdade com a produção de bolos e doces. “Eu continuei a faculdade e depois acabei me dedicando só à empresa mesmo, porque era uma coisa que precisava de uma dedicação de 100% do meu tempo”, explica.

Dedicação traz resultado e a empreendedora destaca o crescimento da empresa. O que começou apenas com uma casa, hoje são três espaços, um para fábrica, outro para a gestão e a frente de loja.

A equipe também cresceu, o que, para a empreendedora, representa um triunfo. “Começamos com quatro pessoas e hoje temos quase 30”, festeja Manuela Weyne. Para ela, é uma satisfação gerar emprego e fazer parte da vida de tantas pessoas. “Ver que várias famílias dependem da gente e que nós podemos ajudá-las é muito bom. E o retorno dos clientes, a satisfação deles. Estamos presentes nos momentos de alegria”, reflete a sócia-proprietária da Doceville.

DESAFIO

Sobre expandir o negócio, Manuela Weyne explica que ainda não tem planos. Por enquanto, o foco é aumentar a variedade de produtos e bolos personalizados, sua maior arte. Neste ano, Manuela encara o desafio de vencer um reality show de gastronomia, o segundo que participa como chef confeiteira. Mais um para a vida de empreendedora, que nem sempre é tão doce. “O maior desafio de empreender, por não ser minha formação, é a gestão de pessoas, o financeiro da empresa e toda essa parte organizacional que fui aprendendo no meu dia a dia, pesquisando, estudando, tentando ter mais conhecimento”, avalia.

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