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Consumo segmentado

Wilson Linz, professor da Universidade de Fortaleza (Unifor) e consultor do Escritório de Gestão, Empreendedorismo e Sustentabilidade (Eges), ensina como empreender em nichos de mercado.

05:00 · 19.06.2018
Wilson Linz
Wilson Linz: entrar em um negócio de nicho, como em qualquer outro, requer análise e planejamento.

Empreender em nichos de mercado pode ser um bom negócio. Ao contrário do mercado de massa, em que a concorrência é maior e o investimento também, nos setores nichados busca-se atender uma pequena parcela de consumidores que não se sente atendida pela oferta atual. Mas como identificar um mercado de nicho?

Wilson Linz, professor da Universidade de Fortaleza (Unifor) e consultor do Escritório de Gestão, Empreendedorismo e Sustentabilidade (Eges), explica que, para a correta configuração de um negócio de nicho, o empreendedor deve prospectar informações em determinados segmentos da população, observando necessidades e características não trabalhadas pelo mercado. “Cada parcela da população apresenta particularidades capazes de deixar evidente o que realmente precisa, o que mais a interessa em determinado instante, bem como o que não lhe está sendo oferecido. Se este grupo demonstra possuir atributos de diferenciação capazes de tipificá-lo como dotado de peculiaridades exclusivas, deve ser tratado como um nicho”, descreve o professor.

Mas entrar em um negócio de nicho, como em qualquer outro, requer análise e planejamento. É preciso compreender bem o público que se deseja atender e estar atento às problemáticas de se trabalhar com segmentos tão específicos. “Antes de alguém enveredar pelo mercado de nicho, deve dedicar especial atenção a algumas particularidades, cujo desconhecimento pode levar o negócio a um futuro desfavorável”, reforça Wilson Linz.

Para o professor, é preciso observar se a ideia de negócio não está amparada em um “modismo”, que pode decair quando o seu conceito é substituído. “Então, o que até certo tempo era tido como exemplo de viabilidade comercial, se transforma em reduzida demanda. Um exemplo: clubes de ciclistas, com mais de mil membros e estrutura de apoio, povoavam as noites das cidades, personificando excelentes oportunidades de negócios para produtores e lojistas de artigos esportivos; depois de certo tempo, perderam atratividade e se transformaram em pequenos grupos de amigos”, ilustra o consultor do Eges.

Outro aspecto a ser considerado é verificar se há limites de abrangência territorial no intuito de se encontrar meios à delimitação do potencial do mercado e de vendas. “Alguns nichos existem nas grandes cidades em condições quantitativas de viabilidade comercial. Entretanto, são quase inexistentes no passar das fronteiras das regiões metropolitanas. Por outro lado, o conhecimento desta variável permite se determinar até onde, em termos geográficos, alguém pode atuar como fornecedor”, esclarece o consultor do Eges.

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