Especial Publicitário

Cenário Criativo

Com o início das operações do hub aéreo da Air France-KLM e Gol Linhas Aéreas em Fortaleza, as expectativas são positivas em diversos setores. Para o da economia criativa não é diferente.

05:00 · 12.06.2018
Joaquim Cartaxo
Joaquim Cartaxo: mais visitantes para o Estado representam mais oportunidades para os empreendedores.

Com o início das operações do hub aéreo da Air France-KLM e Gol Linhas Aéreas em Fortaleza, as expectativas são positivas em diversos setores. Para o da economia criativa não é diferente. A expansão da oferta de voos intercontinentais e o aumento do número de passageiros circulando na Capital abrem o leque de oportunidades para os empreendedores que atuam nos setores criativos. “Na medida em que se atrai mais visitantes para o Estado, também cria-se mais oportunidades, principalmente para atividades ligadas ao entretenimento, à gastronomia e ao artesanato”, observa Joaquim Cartaxo, Superintendente do Sebrae-Ceará. Para Cartaxo, o hub também amplia as oportunidades para a exportação de produtos cearenses. “Um dos segmentos da economia criativa que podem se beneficiar com isso é a moda, por exemplo”, destaca.

Além desse setor, fomentado pela atuação de diversas empresas, profissionais e a realização de eventos como o Dragão Fashion, o Ceará tem um cenário fértil para as atividades criativas no campo do audiovisual e design. Não há ainda dados consolidados sobre o panorama da economia criativa no Estado, mas, de acordo com o último Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, realizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, em 2015, as atividades ligadas à economia criativa respondem por 1,5% do PIB do Ceará.

Como observa Joaquim Cartaxo, este dado reflete apenas uma parte do cenário real. Ele considera apenas os dados referentes a empresas formalizadas de 13 indústrias criativas (Design, Arquitetura, Moda e Publicidade, Mídias Editorial e Audiovisual, Patrimônio e Artes, Música, Artes Cênicas e Expressões Culturais, P&D, Biotecnologia e TIC). “Além destas empresas formalizadas, há toda uma produção criativa que ainda está na informalidade ou que não está enquadrada como empresa, como é o caso de muitos artesãos, por exemplo. Se levarmos em conta todo este conjunto de atividades e o impacto que eles causam na geração de renda e de emprego, veremos que a força da economia criativa é muito maior do que conseguimos mensurar”, afirma Cartaxo.


ESTRUTURAÇÃO

Uma articulação conjunta entre órgãos públicos e privados está em andamento para estruturar o setor de economia criativa. “O Sebrae, com o Observatório de Fortaleza, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura e Secretaria de Turismo, estão liderando um esforço para ampliar a base de dados sobre a economia criativa no Ceará”, informa Joaquim Cartaxo.

Uma das iniciativas previstas é a criação de um Observatório da Economia Criativa, como afirma Cláudia Leitão, Diretora do Observatório de Fortaleza. “Os dados que nós temos são secundários. Por isso, o Observatório aparece no momento interessante, porque vai levantar, com parceiros, esse tema da economia criativa. Acredito que nos próximos anos vamos ter mais informações e diagnósticos sobre os setores criativos”, projeta Cláudia Leitão.

Outra ação em andamento é a candidatura de Fortaleza junto à Unesco para se tornar Cidade Criativa do Design. Além disso, está sendo articulada a criação do distrito criativo na cidade. “A nossa ideia é trabalhar setores mais importantes, como o design nas suas possibilidades. Porque o design é amplo: posso pensar no design de mobiliário urbano, design de moda, de games, gastronomia, de interiores, gráfico, design thinking. Existe muita gente trabalhando com isso em Fortaleza”, argumenta Cláudia Leitão.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.