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Casa colaborativa

O espírito colaborativo toma conta da nova geração de empreendedores. Quem levanta essa bandeira acaba optando por estruturas físicas de trabalho mais flexíveis e enxutas, abrindo mão de formatos mais tradicionais.

Casal Rebeca Prado e Rodrigo Gondim: espaço colaborativo, que movimenta pessoas e ideias.
05:00 · 12.06.2018

O espírito colaborativo toma conta da nova geração de empreendedores. Quem levanta essa bandeira acaba optando por estruturas físicas de trabalho mais flexíveis e enxutas, abrindo mão de formatos mais tradicionais. Nesse contexto, os espaços compartilhados e coworkings ganham cada vez mais adesão de quem procura economia e colaboração. Mas quem busca unir forças a um propósito em comum encontra nas Casas Colaborativas uma alternativa interessante. “As Casas Colaborativas são uma derivação do coworking, com algumas diferenças conceituais”, afirma Marcus Vinícius Quintella, coordenador do MBA em Empreendedorismo e Desenvolvimento de Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas. “Nas casas, você tem que ter projetos em conjunto, que tenham propósito em comum. Geralmente, você reúne nesses espaços profissionais autônomos, empreendedores individuais, até pequenas empresas, não necessariamente que estão começando”, explica.

Nas Regiões Sul e Sudeste, já existem algumas iniciativas que estão dando certo e mostrando o valor de unir trabalho colaborativo, inovação e cocriação. Em Fortaleza, a primeira casa colaborativa foi inaugurada em abril deste ano, no bairro Dionísio Torres. A iniciativa é do casal de empreendedores Rebeca Prado e Rodrigo Gondim, sócios-proprietários da Miligrama, Estúdio de Design e Produtora Audiovisual. “Nossa intenção sempre foi ter um espaço que movimentasse pessoas e ideias”, afirma Rebeca Prado. “Já fazia um tempo que queríamos sair da nossa antiga sede. A equipe precisava crescer, queríamos trabalhar em um lugar agradável e que estimulasse nossa criatividade a expandir nossos trabalhos, e a casa sempre foi uma ideia que facilitaria todas essas questões, além, claro, de poder trazer todo dia nossa cadela para trabalhar com a gente”, conta a empreendedora.

Batizada de Casa Sem Medida, o espaço reúne empreendedores, designers, artistas, artesãos, estilistas e profissionais criativos escolhidos com base em três pilares estabelecidos pelos fundadores: economia colaborativa, consumo consciente e o design como elemento diferenciador. “A partir daí, fomos pensando em negócios que agregassem boas experiências para a Casa e que estivessem dentro desses três pilares”, afirma Rebeca Prado.

Estrutura

Em três dos quartos ficam a Miligrama Design, a Liga, produtora de vídeo, e a Prado Arquitetura, responsável pelo projeto da Casa. No ambiente onde era a sala do imóvel está a Loja da Casa, uma multimarcas que funciona como um showroom de designers, estilistas e criadores autônomos independentes. O espaço é dividido por oito marcas autorais cearenses que têm no seu DNA o design como elemento de diferenciação.

A garagem da casa é um espaço multiuso. Pela manhã, serve como local de reuniões, workshops, palestras, cursos, projeção de filmes e refeitório. À noite, o mesmo espaço vira o Bar Clandestino. Para Rebeca Prado, esse modelo de espaço compartilhado veio para ficar. “Várias pessoas estão chegando até nós elogiando a ideia e agradecendo por trazer essa 'novidade' para Fortaleza”, conta.

Para quem quer apostar nesta proposta, a dica é estudar o mercado e ver os modelos que deram certo. “A primeira coisa é saber qual o propósito, qual a bandeira que vai levantar”, afirma Marcus Vinícius Quintella. Para o professor, é importante ter estudo de mercado e conhecer os negócios que farão parte da Casa. E, para dar certo, é preciso criar regras, processos e ter uma boa governança. “O negócio tem que ser transparente, com ética e processos
rígidos”, recomenda.

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