Especial Publicitário

Brechó Diferenciado

Na pegada da economia criativa, os brechós são um nicho que unem moda e consumo consciente, prolongando a vida útil dos produtos e dando oportunidade de as pessoas adquirirem peças a um custo mais acessível.

Suely Batista: principal desafio foi sair da zona de conforto.
05:00 · 12.06.2018

Na pegada da economia criativa, os brechós são um nicho que unem moda e consumo consciente, prolongando a vida útil dos produtos e dando oportunidade de as pessoas adquirirem peças a um custo mais acessível. A pedagoga Suely Batista, de 43 anos, frequentadora assídua de brechós em Fortaleza, depois de ser demitida de um emprego fixo de longa data, encarou o momento como oportunidade de empreender e não teve dúvidas quanto à natureza do negócio. “Sempre tive vontade de ter o próprio negócio e, ao ter contato com o mundo de descobertas que é um brechó, me vi incluída nesse universo”, conta a proprietária do Balaio Brechó, Moda e Cultura.

O empreendimento nasceu, de fato, em 13 de abril deste ano, numa casa de vila, na Avenida 13 de Maio. “Ainda somos um bebê, contudo as metas estão sendo atingidas. Estamos nos estabelecendo e conquistando pouco a pouco a comunidade do Benfica”, relata. Ela explica que o momento ainda é de investimentos, mas a ideia é que o negócio se torne sua única fonte de renda. Pelo balanço do primeiro mês, o cenário é animador.

Durante anos frequentando brechós, a pedagoga diz que observou vários pontos a serem melhorados. “Selecionamos com mais critério as peças que são expostas. São todas lavadas e organizadas de forma a garantir o máximo conforto para os clientes, que têm acesso a uma loja cheirosa com peças boas, bonitas e baratas”, afirma Suely.

NOVO NICHO

Ela comenta que o principal desafio foi sair da zona de conforto. Isso passou, por exemplo, por estudar como se incluir em um novo nicho de atuação, “principalmente um no qual existem barreiras a serem quebradas, pois ao se falar em brechó, ainda se tem a ideia de um lugar onde itens que ninguém mais quer são despejados, onde peças defeituosas e velhas são colocadas”, detalha.

No entanto, a empreendedora vê no brechó uma oportunidade de dar nova chance a peças que, no momento, não são mais tão interessantes para uma pessoa, mas podem ser itens de desejo para outras e de forma muito mais
acessível financeiramente.

Mesmo há apenas dois meses no mercado, Suely tem planos de expansão, incluindo aspectos culturais. “A ideia é que nossos clientes tenham acesso a artigos como artesanato, música, dança e arte. Em breve, disponibilizaremos uma sala climatizada para este fim”, esclarece.

Otimista com a concretização inicial do projeto do Balaio, Suely Batista espera contribuir para a mudança de como Fortaleza se relaciona com o consumo de roupas e afins. “É um reuso, mas dentro do significado que damos, isso é algo que soma. É uma prática de mundo
melhor”, destaca. 

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.