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Aula inovadora

“Por que, às vezes, um aluno falta à aula para ir ao cinema ou para ir a um jogo de futebol?”. Perguntas como essas inquietavam a mente do empreendedor Gleidson Barbosa de Souza.

Gleidson Barbosa de Souza: escola nasceu com uma proposta de oferecer cursos relacionados ao empreendedorismo, à inovação e à criatividade.
05:00 · 12.06.2018

“Por que, às vezes, um aluno falta à aula para ir ao cinema ou para ir a um jogo de futebol?”. Perguntas como essas inquietavam a mente do empreendedor Gleidson Barbosa de Souza. A forma tradicional de passar conteúdo em sala de aula incomodava o administrador de empresas que, há mais de 15 anos, atua no setor de educação. “Eu sentia falta na cidade de algo mais lúdico, que tivesse mais a ver com experiência”, conta o empresário. E foi com esta inquietação que ele fundou a escola Umbora Experiências Educacionais.

A escola nasceu com uma proposta de oferecer cursos relacionados ao empreendedorismo, à inovação e à criatividade, longe de serem chatos, formais ou cartesianos. A experiência educacional inicia antes mesmo de o professor começar a exposição do conteúdo. Isso porque a própria ambientação do espaço se adapta ao tema do curso, oferecendo ao aluno uma imersão no assunto. A ideia é criar uma atmosfera positiva, que dialogue com a mensagem das capacitações.

Outra aposta da empresa é trazer professores com larga experiência em execução de projetos, que facilitem o intercâmbio de ideias entre eles e os alunos. E tudo de forma descontraída e informal. “Nas nossas aulas não têm muitas regras”, diz Gleidson Barbosa de Souza. Professor dar aula de bermuda? Pode. Aluno beber cerveja durante a aula? Também pode. “Tem cerveja na sala de aula. O aluno durante o curso à noite pode pegar e beber. O professor também, se desejar. Não queremos formalismos”, avisa o sócio-proprietário da Umbora.

INSPIRAÇÃO

Mudanças tecnológicas e a alta conectividade das gerações atuais justificam o desejo do empreendedor de trazer um modelo de sala de aula invertida para o mercado local, no qual o aluno está o tempo todo participando e colocando em prática o conhecimento. Iniciativas semelhantes já existem no Brasil, em escolas como a Perestroika e a Escola de Design Thinking, que serviram de inspiração para Gleidson e os sócios Valdemar Barros e Victor Barros.

Havia demanda reprimida no mercado, e a rede de relacionamento dos empresários confirmava a necessidade de haver iniciativas educacionais inovadoras e diferenciadas, já que, quem quisesse algo desta natureza, precisaria se deslocar para a Região Sudeste. Gleidson Barbosa de Souza explica que a pesquisa de mercado realizada endossou esta percepção. “Mais de 84% das pessoas que responderam a pesquisa aprovaram a ideia da escola”, informa.

E para testar como seria a recepção da proposta em Fortaleza, decidiram lançar o projeto com o evento Umbora Inspirar. O primeiro foi realizado em abril do ano passado e recebeu cerca de 800 pessoas. “A ideia era fazer o lançamento da escola, mas foi tão legal que decidimos manter”, comemora. Neste ano, o evento também superou as expectativas e já recebeu propostas para ser realizado em outros Estados. “Vamos nos aperfeiçoar para transformá-lo em um espetáculo. É isso que queremos”, antecipa.

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