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A saída é exportar

" Antes de pensar em abrir qualquer negócio, analisar os pontos positivos e negativos do mercado e se especializar o máximo que puder no seu setor, daí já há grandes chances de o empreendimento prosperar"

04:00 · 15.08.2017

Com 35 funcionários, a marca cearense de calçados Bela Menina vende quase todos os produtos para outros Estados. “Apenas 5% da produção fica no Ceará, e agora começamos a exportar”, descreve Ícaro Pedroza (foto acima), Sócio-proprietário da empresa. Localizada em Juazeiro do Norte, no Sul do Estado, a fábrica existe desde 2003 e produz sandálias femininas (infantil e adulto) e masculinas (adulto). Além de Ícaro, que atua nos setores de vendas, produção e entregas, seu pai, Francisco Pedroza, também é membro importante na administração da empresa, sendo responsável pelo setor financeiro.

As Regiões Sul e Sudeste são as que mais importam a mercadoria cearense. Para dar conta dos pedidos vindos de tantos lugares do território nacional, a Bela Menina conta com 20 representantes pelo Brasil. Essas pessoas fazem toda a comunicação entre a fábrica juazeirense e as lojas e centros de distribuição de calçados espalhados pelo Brasil. “Para poder conhecer os clientes, saber o estilo de cada região, tem que estar na região. Por isso, praticamente todos os representantes moram fora do Ceará”, comenta o administrador Ícaro Pedroza. Segundo o gestor, a ponte que esses profissionais fazem facilita bastante o relacionamento com as outras empresas.

OPORTUNIDADES 

Além do auxílio dos representantes, “estamos sempre atentos para conseguir novos clientes, sempre lançando novidades e rastreando bons clientes por meio de informações e pesquisa de mercado”, pontua o gestor. Foi assim que a empresa buscou comercializar com grandes redes nacionais e estrangeiras, desde o ano passado. Foi uma saída, diante da situação econômica desafiadora brasileira. “Muitas lojas pequenas fecharam e diminuíram as compras. Para sustentar a nossa produção, que já estava até razoável, a gente viu que ou entrava nas lojas grandes ou tinha que cortar 80% da fábrica, porque não estávamos conseguindo vender toda a mercadoria produzida”, relata Ícaro Pedroza.

Dessa maneira, além de ampliar o escoamento da produção para lojas maiores, os gestores da Bela Menina passaram a buscar clientes no mercado internacional. O primeiro embarque de mercadorias para o exterior se deu há duas semanas, por caminhão, com destino ao Paraguai. Antes disso, a fábrica fez modificações na palmilha, na cola e no sistema de etiquetagem, tanto para se adequar à fiscalização do conteúdo de qualidade estrangeira como para as sandálias viajarem com segurança e chegarem ao destino em bom estado. Todos ganham com esses processos, já que a qualidade dos produtos aumentou.

Ícaro já visa mercados na África e na Argentina, para onde os produtos seguiriam por contêiner. Nesse caso, a temperatura pode chegar aos 80º C, o que pode fazer a sandália se descolar. Portanto, novas alterações serão necessárias no processo produtivo, o que já está sendo acompanhado pelos técnicos competentes.

O gestor informa que novos clientes podem surgir a qualquer momento, porque a região do Cariri é um polo calçadista, e, por isso, é bastante visitada por distribuidores e representantes. A comunicação e as primeiras negociações com os compradores se dão tanto nessas visitas como por meio dos representantes. Aos futuros empreendedores, Ícaro Pedroza deixa uma dica de ouro: antes de pensar em abrir qualquer negócio, analisar os pontos positivos e negativos do mercado e se especializar o máximo que puder no seu setor, daí já há grandes chances de o empreendimento prosperar.

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