Tratamento

Varizes: como tratar

Estética à parte, o angiologista e o cirurgião vascular são os únicos profissionais aptos a indicar com segurança a técnica para cada caso

00:00 · 07.07.2018

O uso do salto alto não aumenta a incidência de varizes, nem tão pouco o ato de subir escadas ou pular. Muito pelo contrário, pois são movimentos que contraem a panturilha (o 'segundo coração' localizado na perna) ajudando no bombeamento do sangue. Tais justificativas são mitos. De fato, é o sobrepeso, o sedentarismo, a gravidez, a idade e, sobretudo, a genética, que causam as ramificações indesejáveis na pele.

Referir-se às varizes como uma questão puramente estética é outro erro crasso. Trata-se de uma doença e que, como tal, a falta de tratamento nas fases iniciais pode significar riscos aos portadores. "Por ter caráter evolutivo, as manifestações pioram com o passar do tempo e podem atingir estágios severos. Um deles é a formação de feridas que demoram para cicatrizar", ressalta o Dr. Frederico Augusto de Carvalho Linhares Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (CE).

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Cautela e bom senso

A base da terapêutica está na mudança de hábitos, o uso de meias elásticas e de medicação que reduz a inflamação das veias e dos sintomas.

Entre as tecnologias incorporadas ao tratamento invasivo está a cirurgia (a laser e por radiofrequência), enquanto o uso de espuma figura entre as técnicas menos invasivas. Consiste na punção da veia acometida (guiada por ultrassom) com uma agulha e injeção de uma substância esclerosante que causará inflamação e oclusão do vaso. O procedimento é feito em consultório e não exige anestesia.

É contraindicada a presença de alergia em relação a medicação e a imobilidade. São efeitos colaterais dor e edema na veia tratada (melhora em até 30 dias) e hiperpigmentação no trajeto do vaso. As manchas podem ocorrer em 20% dos casos e desaparecem no prazo máximo de um ano.

A aplicação de glicose para tratar os pequenos vasos requer uma avaliação prévia. A cautela deve ser ainda maior quanto ao emprego de ozônio, pois não há comprovação científica sobre eficácia e segurança dessa técnica. Dr. Frederico Linhares cita, inclusive, a nota de repúdio emitida pelo Conselho Federal de Medicina contra o projeto de lei que autoriza a ozonioterapia.

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