Além da estética

Unhas fracas: um sinal de alerta do organismo

A 'síndrome das unhas frágeis' se caracteriza por seu desfolhamento, seja em duas ou mais camadas

A vitamina D é responsável pela absorção de cálcio. Sua deficiência faz com que o corpo retire esse mineral dos ossos e das unhas, deixando-os mais fracos. Já o zinco e o selênio são essenciais para compor as unhas
00:00 · 27.01.2018

Queixa comum, especialmente entre as mulheres, as unhas frágeis e quebradiças geralmente são reflexo de que tem algo errado no organismo. Por isso, mais do que pela estética, é importante estar atenta e investigar as causas do problema para tratá-lo adequadamente.

A dermatologista Viviane Vasconcelos, da Clínica DermaVIP, explica que esta condição, denominada de "síndrome das unhas frágeis" é, em geral, caracterizada pelo desfolhamento em duas ou mais camadas, ou por unhas finas que quebram e descascam com facilidade. "Elas também apresentam aspecto poroso, manchas, irregularidades e ficam mais vulneráveis ao ataque de fungos". 

Doenças da glândula tireoide, anemia, deficiências nutricionais e enfermidades dermatológicas, como o líquen plano, a psoríase, a micose e as dermatites, estão entre as principais causas. Porém, fatores externos, como contato constante com produtos de limpeza e acetona, além de hábitos que possam causar traumas na superfície das unhas, como roê-las, podem torná-las mais fracas.

Doenças dermatológicas

O líquen plano é uma inflamação capaz de provocar alterações na raiz, abaixo e ao redor da unha. Essas modificações podem levar a danos irreversíveis se não forem tratadas a tempo.

A dermatite de contato é a reação inflamatória devido à exposição a componentes que causam irritação ou alergia. Essa é comum nas mãos, nos braços e no rosto, mas pode aparecer nas unhas. Segundo a médica, o tipo mais comum é causado pelo contato com ácidos, sabonetes, detergentes, solventes ou esmaltes.

"Trata-se de uma resposta do sistema imunológico aos agentes químicos presentes nestes produtos, podendo causar sintomas como unhas lascadas e frágeis ou coceira e vermelhidão na pele dos dedos".

As micoses são infecções contagiosas causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. São exemplos de micoses superficiais a pitiríase vesicolor, as tineas, a candidíase e as onicomicoses, sendo essa a principal causa de alteração ungueal vista nos consultórios. Neste caso, geralmente a unha se descola do leito e se torna mais espessa. "Pode também haver mudança na coloração e na forma. O tratamento é difícil e muito prolongado", revela a médica.

Fatores externos

No caso de unhas frágeis devido a fatores externos, como contato com materiais químicos, tais como produtos de limpeza e acetona, geralmente, há o ressecamento da unhas, o que causa manchas e enfraquecimentos. O ideal é que, no caso de manipulação de produtos de limpeza, sejam sempre usadas luvas. A acetona deve ser substituída pelo removedor de esmalte.

Traumas causados pelo hábito de roer as unhas, bater com as pontas dos dedos em objetos e superfícies duras, seja por ansiedade ou nervosismo, prejudicam a estrutura e facilitam a quebra da unha.

Conforme a dermatologista, as unhas possuem muitas funções importantes. Ajudam a manipular pequenos objetos, proteger e apoiar os tecidos dos dedos das mãos e pés. Problemas com as unhas podem afetar as habilidades ao pegar pequenos objetos, o jeito de andar, o toque e até a autoestima da pessoa.

Bons hábitos

Por isso, é importante desenvolvermos bons hábitos para ajudar a mantê-las saudáveis.Entre eles, a profissional aconselha deixá-las sempre secas e limpas. Isso ajuda a manter micro-organismos infecciosos longe delas. Cortá-las sempre retas, sem fazer curvas em suas bordas; eliminar o costume de mordê-las e deixar de remover as cutículas.

Outra recomendação essencial é evitar manipular as unhas encravadas por conta própria, principalmente se já estiverem infectadas e reportar qualquer irregularidade como, por exemplo, alteração, secreção e dor. Nesse caso, o ideal é buscar ajuda de um dermatologista para evitar problemas mais graves", pontua a Dra. Viviane Vasconcelos.

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