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Respire com mais qualidade

Novas terapias podem impactar na qualidade de vida do paciente que sofre de asma, em especial, a grave

00:00 · 11.08.2018 por Irailton Menezes* - Repórter

Dificuldade em respirar, tosse, dor no peito ou alergia são sintomas que podem desencadear numa doença crônica que é motivo de preocupação em vários lares brasileiros: a asma.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 300 milhões de pessoas são afetadas pela asma no mundo. No Brasil, os números também impressionam. Segundo levantamento do Ministério da Saúde e Data SUS, a asma atinge 20 milhões de brasileiros e mata seis pessoas por dia no País.

O tema central da 39ª edição do Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia, realizado no início deste mês, em Goiânia (GO), tratou sobre os "Desafios atuais no controle e efetividade da Asma".

Aliviar as crises

Embora comum em nosso meio, a asma muitas vezes passa desapercebida dos portadores "como uma doença leve" e, se não diagnosticada precocemente, pode evoluir para a forma mais grave da doença.

É o caso daqueles pacientes que passam por várias internações, que tomam remédios para aliviar crises recorrentes, um problema de saúde pública, explica o Dr. Oliver Nascimento, gerente médico da GSK.

Ao necessitar do uso regular de antibióticos e/ou corticoide oral, o paciente pode sofrer de alterações mais graves, resultando no surgimento de outras doenças, a exemplo de osteoporose e hipertensão arterial. "Temos que reduzir essas crises e escolher a medicação correta. Também utilizar adequadamente as medicações inalatórias ('bombinhas'), assim como novos medicamentos para se alcançar o controle da asma", ressaltou.

Asma grave

O tempo seco e a falta de chuva observados na região Nordeste podem influenciar nas crises de asma, principalmente entre os indivíduos com asma grave, que possuem cinco vezes mais chance de ter o quadro mais complicado em comparação ao dos portadores da doença em suas formas leve e moderada.

Pode ter um impacto físico e social nos pacientes que descrevem sentimentos de estar com medo e isolados, com a condição afetando muitos aspectos da vida cotidiana, incluindo o trabalho, a escola e as relações pessoais.

As pessoas com asma grave lutam para controlar seus sintomas do cotidiano e podem continuar a ter episódios de ataques de asma, mesmo quando estão tomando altas doses de medicamentos prescritos. Até 10% de todos os pacientes têm asma grave.

Dor exacerbada

Também conhecido como exacerbação, o ataque de asma é caracterizado por um aumento na falta de ar, tosse, chiado e aperto no peito, além de redução da função pulmonar, o que já é suficiente para exigir a mudança no tratamento.

Um episódio de exacerbação pode ser tão sério que é provável o paciente necessitar de tratamento com corticosteróides orais, além de precisar de hospitalização ou uma visita a uma unidade de emergência. O uso dessa medicação responde por 50% do custo total dos gastos do tratamento da asma no mundo.

Fique por dentro 

Nova terapêutica biológica chega ao Brasil

A evolução no manejo da asma grave para o tratamento eficaz da doença crônica agora conta com uma nova terapêutica, o mepolizumabe, um anticorpo monoclonal humanizado do Laboratório a GSK, que pode impactar positivamente na qualidade de vida do paciente.

De acordo com uma série de estudos clínicos, o medicamento diminui em 50% o uso de corticoides e reduz em 60% as internações hospitalares e as visitas à emergência causadas pelos episódios de exacerbações da asma grave com inflamação.

"O controle da asma grave é imprescindível para garantir a qualidade de vida do paciente. A doença é crônica e depende essencialmente do controle por meio dos tratamentos corretos", explica Emílio Pizzichini, médico pneumologista da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

 

*O jornalista viajou a convite do Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia

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