RAÍZES E TUBÉRCULOS

Reserva de nutrientes

Hortaliças que crescem sob a terra são altamente benéficas para o organismo. Saiba por quê

00:00 · 25.08.2018

Nada de monotonia alimentar. Basta incluir na dieta mais plantas que se desenvolvem na terra, no caso, raízes (macaxeira, cenoura, beterraba e batata- doce) e tubérculos (batata-inglesa e inhame) para assegurar o aporte ideal de fibras e de carboidratos complexos, que barram o aumento de LDL (colesterol ruim) e triglicerídeos.

> Mais batata-doce, cenoura e beterraba 
 
A 'nossa' macaxeira - mandioca para uns e aipim para outros - merece uma menção à parte por ser fonte de energia, principalmente para quem pratica atividade física. É rica em vitaminas A e do complexo B, ácido fólico e cálcio.

Regional e saudável

Consumida de preferência cozida, "auxilia no bom funcionamento do intestino e, consequentemente, no aumento de serotonina (produzida no intestino), neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar", descreve a nutricionista Karine de Holanda Frota, mestre em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo e especialista em Nutrição nas Doenças Crônico Não Transmissíveis pelo Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

A presença do fósforo confere a condição de alimento saudável à macaxeira. Essa substância simples realiza várias funções no organismo, como a absorção de nutrientes e a obtenção de energia para executar o trabalho muscular.

"Possui baixo índice glicêmico. A macaxeira é digerida, absorvida e metabolizada favorecendo um aumento mais lento da glicose sanguínea", afirma Ilana Nogueira Bezerra, professora adjunta do curso de mestrado acadêmico em Nutrição da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Atenção para as variações, no caso, a mandioca-brava, mandioca-amarga, ou mandioca (como é conhecida no Norte). Elas possuem alto teor de ácido cianídrico que, se consumido em altas quantidades, oferecem perigo ao homem. Para reduzir a toxidade, é preciso passar por vários processos de cozimento e torrefação do ácido e possibilitar o consumo, em forma de farinha.

Se comparada à batata-inglesa, a macaxeira possui 125 Kcal em cada 100 gramas contra 52 calorias da inglesa. "Similar a batata-doce, a macaxeira tem menor índice glicêmico se for consumida após cozimento", diz Karine Holanda.

'Rainha do Brasil'

Embora cozido seja o preparo mais aceito numa dieta, a macaxeira é versátil ao ser assada, sauté (tostada em pequena quantidade de azeite), em purês, sopas, suflê, para encorpar molhos e sopas ou em combinação com outros ingredientes. Após processamento industrial, dá origem à tapioca, ao polvilho e à farinha.

Também conhecida como 'rainha do Brasil', a macaxeira deve ter seu consumo considerado por ser um produto de valor regional. A nutricionista Ilana Nogueira Bezerra justifica que a farinha de mandioca "pode ser usada como substituto da farinha de trigo em pães e tortas, uma alternativa para as pessoas que não querem ou não podem consumir glúten".

Ao adquirir essa raiz tuberosa, é importante verificar se a parte interna está branca, um pouco úmida, com a casca uniforme e sem manchas. A melhor opção para conservá-la por alguns dias (após descascar e lavar) é imersa em água na geladeira.

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