Microagulhamento

Renovação natural do rosto, pescoço e colo

A técnica é utilizada nos tratamentos ablativos com o propósito de estimular e remodelar a produção de colágeno

00:00 · 18.08.2018
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A barreira formada pela camada externa do estrato córneo limita a penetração dos ativos na pele ( Foto: Natinho Rodrigues )

Mais conhecido como microagulhamento, a terapia de indução percutânea de colágeno é um método com conceito simples de rejuvenescimento de determinadas partes do corpo.

Segundo a cosmetóloga e graduanda em biomedicina Gina Mello, consultora técnica da Adcos Cosmética de Tratamento, em Fortaleza, o procedimento pode ser realizado por profissionais habilitados da área médica como, por exemplo, dermatologistas e biomédicos, e os da cosmética, no caso dos fisioterapeutas dermatofuncionais, cosmetólogos e esteticistas.

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A aplicação baseia-se no uso de microagulhas que produzem múltiplas perfurações na pele, com o objetivo de induzir a produção de colágeno na face, no colo e no pescoço. Além disso, Gina destaca que, "a técnica age de forma natural na regeneração da pele, após os tratamentos de rugas, estrias e cicatrizes de acne".

O microagulhamento é indicado pela especialista como uma alternativa estética mecânica com resposta positiva nos tratamentos. "Os resultados do método são compatíveis aos proporcionados pela aplicação da luz pulsada, do laser e dos peelings, indicados para eliminar manchas, cicatrizes, rejuvenescimento e flacidez".

Gina Mello diz que os tratamentos estéticos que promovem a remoção da epiderme de forma mecânica ou química favorecem a liberação de fatores de crescimento e migração de células inflamatórias que culminam na substituição do tecido danificado.

Por essa e outras questões, a cosmetóloga ressalta a fundamental importância de a indústria cosmética potencializar, cada vez mais, o desenvolvimento de fármacos sofisticados para a redução do processo inflamatório provocado pela ação do microagulhamento.

Tecnologia

Para a profissional, o surgimento de equipamentos e métodos de aplicação no campo da estética, que possibilitam maior absorção e a penetração dos princípios ativos utilizados, exigem especial atenção.

Os tratamentos estéticos realizados com o microagulhamento são minimamente invasivos, porém, a aplicação provoca a renovação da pele. Ou seja, a região trabalhada passa por um processo inflamatório induzido para estimular a produção do colágeno.

Por isso, Gina pontua a importância da continuidade do tratamento cosmético, depois do microagulhamento. "Essa frequência garantirá a qualidade na produção do colágeno e a satisfação do resultado.

O procedimento pode ser repetido com segurança, a cada 30 dias, sendo dividido em ciclos de, no mínimo, quatro sessões. "Além do aparelho, as aplicações podem ser associadas aos dermocosméticos de transformação para otimizar os resultados", acrescenta.

Recomendações

Nas primeiras 24 horas após o microagulhamento, o ideal é evitar o uso de qualquer produto. O sol, o calor natural ou artificial, maquiagem e banhos quentes. Segundo a cosmetóloga, apenas a partir das 48 ou 72 horas, será liberado o uso de sabonete neutro e filtro solar com FPS acima de 40. No quarto dia, a pessoa retornará ao consultório para avaliação e liberação, além de iniciar o tratamento estético aplicado conforme a necessidade de cada uma.

Mas atenção: o procedimento é contraindicado para gestantes, diabéticos, hipertensos descompensados, pessoas com problemas de coagulação, peles sensibilizadas do sol e queimaduras solares recentes. "Antes de se submeter ao procedimento é essencial procurar um profissional habilitado", alerta Gina.

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