PILATES

Quando o abdome é o 'centro de força'

Ideal para o equilíbrio corpo e a mente, o método é saúde: cuida do corpo, da postura e da consciência corporal

00:00 · 02.06.2018

Tão importante quanto ajudar na reabilitação de indivíduos com doenças neurológicas, a exemplo do Parkinson, a ação do Pilates também é efetiva no tratamento de doenças já instaladas, como hérnia de disco e artroses.

Isso ocorre, segundo o fisioterapeuta José Meudo (Clínica Somnis Saúde e Bem-Estar), porque o método tem uma série de exercícios para o reforço e o fortalecimento da coluna e dos músculos das costas.

Hérnia de disco

Manobras com esse objetivo atuam na prevenção de hérnias de disco, da espondilólise, da protrusão discal e de desvios posturais (escoliose, a cifose e a lordose).

"O treinamento com o Pilates deve ser personalizado, com exercícios que agem no alívio ou no tratamento da lesão", pontua Meudo. A duração dos exercícios depende da gravidade do problema e do tempo que ele existe. São indicados de dois a três atendimentos semanais; os resultados são observados entre quatro a 12 semanas.

Nas artroses

Os exercícios físicos estão sendo empregados para o tratamento e prevenção de diversas patologias crônico-degenerativas, entre elas a artrose (degeneração das cartilagens dos ossos).

É de extrema importância que o grupo muscular ao redor da articulação envolvida seja alongado e fortalecido, diminuindo assim o atrito entre as superfícies ósseas, e por consequência a dor e pressão intra-articular. "A prática dos exercícios de Pilates faz com que o próprio movimento aumente a lubrificação das articulações. O que diminui a dor e melhora a qualidade dos movimentos que antes eram limitados", explica.

Base clínica

No caso do tratamento de patologias já existentes, José Meudo reforça que "o fisioterapeuta com formação no método Pilates já possui a base clínica necessária para discernir quais exercícios beneficiam o paciente. E, ainda, saber quais as indicações e contra-indicações no trato de pessoas com lesões e patologias".

Essa formação, complementa, "vem da base profissional do fisioterapeuta que unirá os conhecimentos da formação em Pilates, possibilitando assim um olhar crítico e reflexivo sobre a abordagem a ser adotada com o paciente".

Produção científica

O Brasil é um dos países que mais produz pesquisas sobre Pilates em diferentes universidades. Força e resistência muscular, dor lombar, biomecânica, reabilitação, flexibilidade, qualidade de vida e composição corporal são as áreas de maior produção científica, relata Meudo.

A maioria das pesquisas demonstram ganhos e benefícios nos resultados, seja em relação ao protocolo de exercícios ou o uso de aparelhos, acessórios e da prática no solo.

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