Tatadrama

Psicodrama: bonecas de pano usadas em método terapêutico

Saiba como a arte do improviso e da ludicidade - por meio de bonecas de pano, desenhos, máscaras e jogos - pode ser empregada no tratamento terapêutico

No método Tatadrama, bonecos de pano do Grupo Bonequeiras no pé de manga agem como objeto intermediário e facilitador de expressões emocionais dos participantes ( Foto: Fabiane de Paula )
00:00 · 21.04.2018

Seja super-herói, princesa ou astronauta. Na liberdade do brincar de uma criança a imaginação é o ponto de partida para muitas aventuras, e tal liberdade permite, por vezes, o expressar das emoções. Por meio da espontaneidade, essa prática lúdica também pode auxiliar o adulto a manifestar seus sentimentos. A frase de Platão expressa bem isso: "você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa".

É nesse contexto que estão as bonecas de pano e o improviso usados no método terapêutico Tatadrama, nascido no interior do Ceará. Inserido na prática do Psicodrama, a metodologia é aplicada na Psicologia, Educação e Ciências Sociais, nas quais a representação dramática é o núcleo de abordagem da psique e seus vínculos emocionais.

> Tatadrama: aprenda a brincar de forma madura

O Tatadrama será um dos assuntos abordados no 21° Congresso Brasileiro de Psicodrama. O evento será sediado em Fortaleza, de 27 a 30 de abril, com o tema "relações transformadoras", cuja aplicação é considerada como uma das mais eficientes e criativas nos campos da saúde, da educação, das organizações e dos projetos sociais, segundo destaca o presidente do congresso e psicodramatista Marco Amato.

Tensões emocionais

Segundo a psicóloga e psicodramatista Elisete Leite Garcia, idealizadora do Tatadrama, a criança soluciona muitas de suas tensões emocionais ao participar de "sessões de faz de conta", um contexto dramático no qual quase tudo é possível, inclusive fantasias.

Tatadrama

Criado em 2001 como uma oficina terapêutica e socioeducacional, o Tatadrama procura unir objetos, sentimentos, arte, ciência, cultura e filosofia para fazer surgir, na simplicidade, um trabalho profundo e de autoconhecimento, descreve Elisete Garcia.

A prática acontece em atividades com duração de três a 40 horas. A vivência do método oferece aos participantes uma oportunidade de enfrentar suavemente o medo do desconhecido, da vergonha, da desconfiança e da curiosidade. O boneco torna-se, assim, o espelho das inquietações internas e dos sonhos.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.