Ondulações na pele

Principais causas da celulite em mulheres

Embora a alteração não seja considerada patologia, os "furinhos" no corpo geram desconforto estético

00:00 · 08.09.2018
Image-0-Artigo-2448278-1
As ondulações na pele causadas pelas células de gordura também estão relacionadas a fatores como alteração hormonal. Gravidez, pré-menopausa, estresse, alimentos ricos em sódio e o uso de anticoncepcional pioram o quadro de celulite

A inflamação do tecido adiposo, na qual as células apresentam excesso de gordura no seu interior e deformidade da sua parede, é o processo popularmente conhecido como celulite.

Segundo a dermatologista Dra. Valéria Marcondes, essas irregularidades acabam se projetando na superfície e levando à formação de um relevo heterogêneo e a uma pele cheia de reentrâncias e ondulações.

As celulites atingem, principalmente, a população feminina. De acordo com a dermatologista, "isso ocorre por conta do fator estrogênico, já que o hormônio estrogênio está diretamente envolvido no processo dessa inflamação", esclarece.

As alterações estão relacionadas a diversos fatores, entre eles o sobrepeso e a gordura. Porém, muitas mulheres magras têm celulite e isso acontece por causa do desequilíbrio entre a taxa de gordura e a muscular.

Levando em consideração os fatores genéticos, a médica diz existir uma predisposição familiar e pessoal, como tendência natural ao edema. Além disso, as mulheres brancas caucasianas têm mais celulites do que as asiáticas e negras.

Dentre as causas, a Dra. Valéria relata que, "70% das mulheres com celulite podem apresentar alterações vasculares principalmente nos membros inferiores". As partes mais acometidas são o quadril, os glúteos, a face interna e posterior das coxas, abdômen inferior e braços.

Classificação

A celulite pode começar com grau I, leve e assintomático. Ela evolui gradativamente de acordo com o não-tratamento. "Tudo depende da quantidade e profundidade das depressões, presença e característica dos nódulos, identificados como dolorosos, palpáveis, visíveis, além da flacidez tecidual", ressalta a profissional.

Cura, infelizmente, a especialista afirma não ter. No entanto, dependendo da qualidade de vida, horas de sono e a quantidade de cortisol liberada na corrente sanguínea, é possível controlar e melhorar a aparência da pele.

Bons hábitos alimentares e a prática de atividade física favorecem no tratamento. Porém, além das mudanças, a drenagem linfática e a modeladora devem ser realizadas, principalmente na região dos glúteos, culotes, flancos e do abdômen inferior.

Prejudicial

O tabagismo é um agravante e a bebida alcoólica piora consideravelmente o quadro. "Isso porque, além das calorias vazias, gera predisposição à retenção hídrica do organismo", alerta a Dra. Valéria

O avanço tecnológico tem possibilitado excelentes resultados nos tratamentos para reduzir as celulites. Entre eles, a dermatologista destaca a Endermologia, dos bioestimuladores de colágeno injetáveis, a radiofrequência e os lasers de baixa intensidade. Ou seja, a combinação dos equipamentos proporciona a remodelação corporal.

Além do aparato de recursos tecnológicos, a profissional diz que dependendo do grau da celulite, da idade e do biotipo da paciente, algumas medidas terapêuticas podem ser adotadas.

A associação de cremes com retinol, castanha-da-índia, chá verde, na forma de produtos vetorizados que penetrem até a dermoepidérmica, melhora a textura, a irregularidade e o processo inflamatório superficial da pele. "Mas somente o uso desses produtos não cura a celulite", complementa a Dra. Valéria Marcondes.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.