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Pitaya: fruta rica da casca à semente

Só a casca da pitaya reúne 13 compostos antioxidantes, além de ação que favorece o aparelho digestivo

00:00 · 24.02.2018

A pitaya não é muito conhecida, mas já está caindo na moda da turma fitness que anseia a perda de peso, não sem razão, pelo seu potencial em vitaminas, fibras e ferro, além de uma aliada que combate o mal colesterol. No Ceará, já encontra espaço em perímetros irrigados, pois é uma planta que demanda água generosamente.

A nutricionista Nathália Lobo mostra o crescimento da aceitação da fruta em Fortaleza, por tantas de suas propriedades benéficas à saúde. "Destacam-se teores significativos de oligossacarídeos, que auxiliam no bom funcionamento do intestino e melhoram a digestão e a absorção de nutrientes. Quanto às sementes, ingeridas junto à polpa, são ricas em óleos esteróis que têm ação laxante e reduzem o nível de colesterol total e LDL", descreve.

Múltiplos usos

A 'fruta do dragão' apresenta paladar doce e consistência gelatinosa quando madura, geralmente sendo consumida in natura ou podendo, ainda, ser processada na forma de sorvetes, sucos, geleia e como acompanhamento de saladas.

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Em algumas regiões da América do Sul, a polpa é usada em bebidas, como ocorre em restaurantes paulistas, onde é servida em pedaços, juntamente ao champanhe.

A polpa representa muito, mas não é tudo. "A casca apresenta 13 compostos antioxidantes, especialmente as betalaínas. Já a casca de coloração vermelha possui potencial para ser usada como pigmento natural pela presença de betacianina, além da atividade antioxidante desse pigmento.

Da mesma maneira como ocorre com outras frutas provenientes de cactos, a pitaya reúne propriedades que favorecem o processo do aparelho digestivo. Importante: uma das opções de consumo é utilizar a casca da fruta para fazer chá por infusão.

A explicação está no fato de a pitaya possuir uma grande quantidade de pigmentos vermelhos do grupo das betalaínas, compostos que têm propriedades antioxidantes e que estão associados a menor incidência de câncer e problemas cardíacos, explica a nutricionista Nathália Lobo.

No Ceará

No Nordeste, até 2017, o Ceará figurou entre os principais estados produtores da Região, com foco na pitaya vermelha em propriedades na Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte. O cultivo próximo dessa planta exótica ajuda no menor valor. Mais um motivo para aproveitá-la. (MJ)

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