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Pitaya: beleza poderosa

Exótica por natureza, integra o ranking das superfrutas por ser rica em vários nutrientes. A preferência também se dá por proporcionar a sensação de saciedade

00:00 · 24.02.2018 por Melquíades Júnior - Repórter

Existe um conselho, desde os povos ancestrais das florestas, que é preciso tomar cuidado com as plantas muito bonitas. Elas guardam surpresas, sendo exatamente essa sua forma de proteção. Mas a orientação não se aplica à pitaya, fruta tão bela quanto atraente e, como se não bastasse, muito nutritiva.

Com substâncias farmacologicamente ativas, a fruta é originária da América do Sul, hoje plantada em diversos continentes, e no Brasil tem o Ceará como um de seus campos.

> Pitaya: fruta rica da casca à semente

A pitaya é uma fruta exótica, rica em flavonoides, pertencente à família Cactaceae, bastante procurada por ser adocicada e nutritiva. "A polpa apresenta elevado teor de umidade (86,03%), o que garante o baixo valor calórico da fruta", explica a nutricionista Nathália Lobo. Destaque para a vitamina C, zinco, potássio, manganês, cromo, sódio, cálcio e fósforo.

Ação antioxidante

Nathália Lobo aponta a ampliação de estudos sobre plantas com substâncias farmacologicamente ativas no desenvolvimento de fitoterápicos, a exemplo das propriedades antioxidantes dos sucos e polpas de frutas. "Pesquisas na área de dermatologia já apontam os extratos de plantas (ricos em flavonoides) como candidatos para uso em uma formulação fotoprotetora, pois esses compostos são capazes de absorver a luz ultravioleta".

A pitaya é uma fruta que a gente saliva primeiro com os olhos. Vem de uma planta trepadeira, cujas flores brancas costumam ficar mais abertas no período noturno.

O fruto lembra uma flor que vai desabrochar. Mas a sua casca, roxa, amarela ou rosada (quando madura), mexe com o imaginário ao lembrar escamas de um dragão, daí a alcunha "fruta do dragão". Partida ao meio, a beleza é a mesma, só dividida em duas. Sua polpa é branca ou rosada e com pequenas sementes pretas.

Kiwi como opção

O sabor é discreto, suave, adocicado, que alguns comparam ao do kiwi, sendo este mais acessível que aquele - o quilo da pitaya pode chegar a custar até R$ 40 em Fortaleza.

"Não existe uma fruta muito idêntica em suas propriedades, mas o kiwi pode ser usado. Ele é mais barato, tem um sabor parecido, além de ser rico em vitamina C e fibras solúveis, que ajudam o bom funcionamento do intestino e a diminuir as frações ruins do colesterol", esclarece a médica nutróloga Clarissa Aguiar. A profissional é membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Fisiologia Humana (Sobraf) e da Associação Brasileira de Medicina Ortomolecular (ABMO).

De acordo com a nutróloga, o ferro, também presente na fruta, é necessário para o bom funcionamento da tireoide e a produção de hemoglobinas, células que formam o sangue.

A nutricionista Nathália Lobo aponta o elevado potencial funcional relativo a pigmentos como as betacianinas e betaxantinas, "que estão envoltos em processos de prevenção ao câncer, por possuírem atividade antioxidante, intervindo na prevenção do melanoma, tipo de câncer de pele que possui elevada probabilidade de metástases", diz.

Exótica e resistente, a fruta pode ser cultivada em diferentes locais, a temperaturas abaixo de zero até 38 graus célsius (desde que não lhe falte água).

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