Métodos de analgesia

Para aliviar as dores musculares

Técnicas da Medicina Tradicional Chinesa visam dar equilíbrio energético ao corpo para saber resistir a dor

00:00 · 30.06.2018 / atualizado às 17:25

A acupuntura é o recurso mais utilizado (e reconhecido) para o tratamento da dor, embora outras técnicas, a exemplo da Auriculoterapia e a Ventosoterapia, quando empregadas por profissionais da área de saúde, possuem o mesmo objetivo.

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Segundo a fisioterapeuta Sandra Mara Brasil Soares Cavalcante, docente da Universidade de Fortaleza (Unifor) e mestre em Educação em Saúde, a Auriculoterapia é uma técnica da acupuntura que utiliza o pavilhão auricular para efetuar o tratamento de diversas enfermidades. Trabalha apenas com pontos situados na orelha, que compreendem um microssistema do organismo humano.

Auriculoterapia

"A representação do corpo está no pavilhão auricular, onde um 'mapa' - correspondendo a todos os órgãos e estruturas - permite atuar de maneira ampla no organismo", diz a fisioterapeuta do Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão.

Atualmente, existem dois ramos na auriculoterapia, a Escolas Escola Chinesa e a Escola Francesa, que compreendem a técnica de forma distinta, ou seja, cada uma tem seus pontos auriculares específicos, mas que possuem de forma geral a mesma distribuição.

'Mapa' na orelha

A coloração da orelha também expressa muito sobre o estado de saúde do indivíduo. Quando se encontra pálida, indica que o rim é insuficiente, verde (fígado), cinza (pulmão), amarelada (baço), azulada (fígado ou indicação de dor).

As áreas auriculares e lesões apontam alterações de um órgão, meridiano ou estrutura em correspondência somatotópica: manchas esbranquiçadas (doença Yang); descamações, seborréia: superficial, recente; eritema (patologia Y

ang, aguda, inflamação); hiperpigmentos acastanhados (doença Yin, degenerativa); hipercromia escura (doença proliferativa, litíase, tumores); enquanto manchas marrons (indicativo de ausência de um órgão/congênito).

Atendimento

A fisioterapeuta Sandra Brasil participa, neste sábado (30), do evento "Vida Saudável" do Diário do Nordeste, que acontece no Anfiteatro do Parque do Cocó. Segundo ela, no Espaço Unifor, o público interessado em alguma das técnicas fará uma avaliação prévia para identificar qual a queixa principal (dor) a ser tratada, assim como técnica (Auriculoterapia e a Ventosoterapia) que melhor se adapta.

"Serão utilizados divãs ou cadeiras, dependendo da área do paciente a ser tratada e instrumentos como agulhas descartáveis de acupuntura, copos de ventosas, aplicador, óleo mineral, álcool e sementes de mostarda". Sandra Brasil explica cada atendimento, devido à demanda, terá duração de 10 a 15 minutos. Ressalto que essas técnicas devem ter um tempo de aplicação entre 20 a 40 minutos (depende da área e de cada caso).

Ventosaterapia

ventosas


O uso de ventosas aplicadas na pele tem como objetivo criar um vácuo por meio da sucção negativa. Essa ação estimula a circulação sanguínea, libe

rando as toxinas existentes nos músculos e fáscias. Alivia as tensões e as dores reumatológicas e trauma- ortopédicas. A técnica também é indicada para a liberação de aderências teciduais.

 O uso da Ventosaterapia  pode ser associado a outras técnicas terapêuticas, de acordo com cada caso. Segundo a fisioterapeuta, pode ser aplicada com o Dry Needling (acupuntura a seco). "Após sua aplicação pode usar a técnica instrumental de liberação miofascial através de ganhos (Crochê), além de outras terapias manuais.

Direto no músculo

Outro método eficaz é o Dry Needling (agulhamento a seco). Enquanto a acupuntura atua no nível energético (via meridiano) por meio de pontos de equilíbrio sistêmico, o Dry Needling age no ponto de dor no músculo.

Trata-se de uma técnica indicada para desativar fibras musculares que estão tensionadas e geram dor. Também melhora a circulação  e oxigenação muscular, no local do músculo a ser tratado. (GS)

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