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Os efeitos do uso excessivo de analgésicos

A dor é reduzida momentaneamente com o uso de analgésico, uma vez que a causa não é tratada na raiz
00:00 · 24.02.2018

Cerca de 90% dos pacientes que procuram um pronto-socorro têm a dor relacionada a sua queixa. Os analgésicos simples (dipirona e paracetamol) e os anti-inflamatórios são as medicações mais usadas, de modo isolado ou em associações, segundo a Organização Mundial de Saúde.

"O excesso dos medicamentos (não orientados pelo médico) reduz a dor momentaneamente. Pode não agir na causa da dor e torná-la recorrente, ou até levar a efeitos colaterais (alterações renais e de trato gastrintestinal), mais temida com os anti-inflamatórios de uso crônico", afirma o Dr. Felipe Chiodini Machado, coordenador do Serviço de Controle de Dor do Hospital da Beneficência Portuguesa.

Há duas formas de administração de um analgésico: 'de horário' ou 'se necessário'. O primeiro é o que o paciente usa independente de queixar-se dos sintomas, para evitar que a dor volte; o segundo é prescrito se a analgesia de horário não é suficiente. Nesses casos, como se lida com uma dor que surge apesar de o paciente já ter usado analgésicos, as medicações "se necessário" são de potência maior, fazendo com que muitas pessoas tenham receio quanto ao seu usado (tramadol, morfina). O tema será abordado no II Simpósio de Controle da Dor: Analgésicos Mais Utilizados, que acontece dia 27, em São Paulo.

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