Desde 2010

Teste da orelhinha emite diagnóstico precoce em bebês com deficiência auditiva

O é obrigatório e fundamental para diagnosticar a deficiência de forma precoce, aumentando assim as chances de tratamento

09:45 · 17.03.2017 / atualizado às 10:08
ouvido
Identificar precocemente deficiência auditiva em bebês é uma oportunidade para um tratamento mais eficaz ( Foto: Divulgação )

A triagem auditiva neonatal (Teste da orelhinha) é um exame capaz de identificar se o bebê possui algum problema auditivo, feito obrigatoriamente por lei e em todas as maternidades após o nascimento. A fonoaudióloga Andreia Abrahão (Direito de Ouvir) explica porque o exame é tão importante para garantir o desenvolvimento saudável da criança.

Os testes eram realizados apenas em crianças de grupos de risco (prematuras, com baixo peso, que possuem alguma síndrome ou infecção). Com isso, muito bebês perdiam a oportunidade de terem uma deficiência auditiva diagnosticada precocemente e serem logo encaminhados para tratamento. Mas em agosto de 2010 a Triagem passou a ser obrigatória. 

Segundo a fonoaudióloga, ouvir bem é essencial para o desenvolvimento da linguagem da criança. Ela explica que a partir do quinto mês de gestação, quando o órgão auditivo já está formado, o bebê é capaz de ouvir os sons de fora da barriga. "Assim que ele nasce, identifica os sons e principalmente a voz da mãe. Com o passar dos primeiros anos de vida, a linguagem se aprimora. Os bebês que têm a deficiência identificada logo após o nascimento, podem ser imediatamente encaminhados para atendimento especializado. A boa notícia é que atualmente há tecnologia para praticamente todos os casos, permitindo que o bebê seja protetizado precocemente e tenha acesso ao som, desenvolvendo sua comunicação de uma forma muito parecida com uma criança ouvinte", explica.

Realização

Rápido e indolor, o exame muitas vezes é realizado enquanto o bebê está dormindo. "O procedimento é pouco invasivo e os pais podem acompanhar. Encostamos na orelha da criança um pequeno fone de ouvido que emite um som de baixa frequência e mede as respostas que são emitidas pela orelha interna da criança", diz Andreia. Quando há diagnostico positivo o bebê é encaminhado para um otorrinolaringologista, que irá orientar o melhor tratamento para o problema.

Não identificar um déficit auditivo precocemente, além de prejudicar a formação da linguagem, é algo que costuma comprometer o desenvolvimento social e emocional da criança. "Quanto mais tarde o diagnóstico for feito, maiores serão os desafios para a criança transpor, pois terá dificuldades quando chegar a hora de ir para escola e para interagir com a família e com outras crianças", finaliza a especialista. 

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