Gratuito

SUS oferece tratamentos gratuitos contra a leishmaniose

Pessoas com sintomas da doença podem procurar unidades básicas de saúde para realizar o procedimento necessário

14:00 · 11.08.2017
injeção
Procedimentos como a aplicação subcutânea de injeções para o tratamento são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde ( Foto: Divulgação )

A leishmaniose não é considerada uma doença que mata, mas deve ser tratada previamente para evitar complicações e facilitar a cura do paciente. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico e tratamento gratuitos para a população contra os dois tipos da doença: tegumentar e visceral.

O paciente deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima para avaliação médica quando surgirem os primeiros sintomas. Confirmado o diagnóstico, o tratamento é feito com uso de medicamentos específicos e eficazes.

No caso da leishmaniose tegumentar, que é caracterizada por úlceras na pele e mucosas, a medicação usada atualmente no Brasil é o antimoniato de meglumina.

O Ministério da Saúde, desde 2014, adota o tratamento intralesional, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI). O procedimento consiste na aplicação de injeções do medicamento, em menores doses, de forma subcutânea, diretamente nas feridas.

A medicação administrada trouxe benefícios ao tratamento. “Ao analisarmos a notificação de óbitos por leishmaniose, percebemos que mais de uma centena de pessoas perdem a vida por uma doença que não mata, ou seja, provavelmente o tipo de tratamento está envolvido. Por isso, resolvemos priorizar um tratamento menos tóxico e menos agressivo, sempre resguardando a segurança do paciente e, após mais de 30 anos de estudo, percebemos que estamos no caminho certo”, comenta Armando Schubach, pesquisador e chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses do INI. 

Leishmaniose visceral

Para o tratamento da leishmaniose visceral (LV), que causa febre e atinge áreas como o fígado e o baço, são utilizados três fármacos, a depender da indicação médica: o antimoniato de N-metil glucamina, a anfotericina B lipossomal e o desoxicolato de anfotericina B.

Os medicamentos utilizados atualmente para tratar a LV não eliminam por completo o parasita nas pessoas e nos cães. O tratamento da leishmaniose visceral canina (LVC) traz riscos para a saúde pública por contribuir com a disseminação da doença. Os cães não são curados parasitologicamente, permanecendo como reservatórios do parasita, além de haver o risco de desenvolvimento e disseminação de cepas de parasitas resistentes às poucas medicações disponíveis para o tratamento da leishmaniose visceral humana.

O tratamento nos cães pode resultar no desaparecimento dos sinais clínicos, porém esses animais ainda continuarão como fontes de infecção para o vetor e, portanto, um risco para saúde da população humana e canina.

A recomendação para cães infectados com a Leishmania infantum chagasi é a eutanásia, que deve ser realizada de forma integrada com as demais orientações do Ministério da Saúde.

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