Riscos

Sociedade Brasileira de Pediatria alerta sobre aplicação de vacinas em farmácias

A medida, aprovada pela Anvisa, deve ser oficializada nos próximos dias no Diário Oficial da União

09:51 · 18.12.2017
vacina em farmácias
A decisão de liberar a aplicação em farmácias foi tomada pela Diretoria Colegiada da Anvisa ( Foto: Divulgação )

Nota divulgada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), nesta sexta-feira (15), alerta sobre os riscos da vacinação em farmácias. A instituição se opõe à nova medida aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que liberou a aplicação nesses estabelecimentos. A medida deve ser oficializada nos próximos dias no Diário Oficial da União.

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Os pediatras da entidade avaliam que "o acesso às vacinas deve ser criterioso". A SBP diz que farmácias e drogarias não contam com estrutura física e recursos humanos para realizar os procedimentos. Argumentam que não existem médicos para diagnosticar eventos adversos durante a aplicação.

Outro ponto levantado é que, após esses possíveis eventos adversos, apenas os médicos podem tratá-los. Os pediatras dizem que as farmácias costumam funcionar nas proximidades de postos de saúde e hospitais, e que por isso "não se justifica autorizar esses estabelecimentos".

A última crítica da SBP é com relação ao calendário de vacinação. As datas são definidas pelo Ministério da Saúde e sociedades especializadas. "Permitir a venda e aplicação de vacinas em drogarias e farmácias banaliza seu uso e torna a vacinação mais um produto com finalidade comercial do que uma estratégia para a prevenção de doenças", diz a nota.

Aprovação

A decisão de liberar a aplicação em farmácias foi tomada pela Diretoria Colegiada da Anvisa. A fiscalização ficará a cargo das vigilâncias sanitárias das secretarias estaduais e municipais de saúde.

A proposta passou por uma consulta pública, em maio deste ano. Na época, o texto submetido à consulta não mencionava as farmácias especificamente, mas abria a possibilidade ao não limitar o serviço de aplicação de vacinas às clínicas.

A nova regra estabelece como deve ser a estrutura física do estabelecimento que aplicará a vacina e determina que as vacinas que não estão contempladas pelo Programa Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) somente poderão ser aplicadas mediante prescrição médica. 

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