Pensamento disfuncional

Saiba quando o medo se torna patológico

As fobias específicas atingem cerca de 12,5% da população mundial

19:00 · 16.02.2018
Fobia
Atualmente, o tratamento mais eficaz para as fobias específicas é a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) e técnicas de exposição ( Foto: Divulgação )

O medo é um sentimento que ajudou nossos ancestrais a sobreviverem em um mundo hostil e cheio de perigos. Entretanto, o mesmo medo que permitiu a sobrevivência e a evolução da raça humana, hoje tem se mostrado um verdadeiro transtorno na vida de muitas pessoas. As fobias específicas, acontecem quando uma pessoa desenvolve o medo patológico de animais, objetos ou situações.

Segundo dados do National Institute of Mental Health (NIMH), entidade norte-americana voltada para a saúde mental, as fobias específicas atingem cerca de 12,5% da população em geral. No recorte entre gêneros, porém, a diferença é grande: 12,2% das mulheres e 5,8% dos homens.

Evolução

Segundo o psiquiatra Dr. Caio Magno, o medo é considerado patológico quando é exagerado. “O medo se torna uma fobia quando é desproporcional em relação ao estímulo e interfere na vida profissional, social e acadêmica, impedindo a pessoa de realizar suas atividades". 

Para ser uma fobia específica, o medo precisa estar relacionado a animais, objetos ou situações. Além disso, há outros critérios para o diagnóstico, como sofrimento clinicamente significativo e sintomas que persistem por mais de seis meses. 

O ranking do medo

A fobia específica mais comum é o do tipo animal, como o medo de aranhas (aracnofobia), seguida do tipo ambiental, a exemplo do medo de tempestades e altura. Em seguida aparecem as fobias do tipo situacional (medo de lugares fechados, elevadores, aviões, etc.) e, por último, as fobias do tipo sangue-injeção-ferimentos.

Tratamento

Atualmente, o tratamento mais eficaz para as fobias específicas é a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) e técnicas de exposição. "Essas abordagens ajudam o paciente a modificar seus pensamentos disfuncionais ou distorcidos a respeito do medo, contribuindo para mudar o seu comportamento perante os animais, objetos ou situações que geram a fobia, conclui Dr. Caio Magno.

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