Disfunção

Saiba quais doenças podem afetar a glândula tireoide

Sintomas variam de acordo com o tipo de doença

12:44 · 23.05.2018
Tireoide
Estima-se que a prevalência de nódulos na região da tireoide afetem 40% da população ( Foto: Divulgação )

Localizada abaixo da laringe e anteriormente à traqueia, a tireoide é responsável por produzir hormônios essenciais para o funcionamento do organismo. Por isso, seu funcionamento inadequado acaba afetando o desenvolvimento, o crescimento, o metabolismo e a função de diversos órgãos. As doenças da tireoide podem surgir em duas situações: quando há disfunção da glândula(hipotireoidismo e hipertireoidismo) ou quando há risco de câncer por nódulos

“Alguns sinais das disfunções tireoidianas são inespecíficos e muitas vezes podem ser confundidos com fadiga, estresse, depressão e deficiência de vitaminas. Por isso, é importante a realização de exames laboratoriais anuais para o diagnóstico precoce quando sofre algum dos sintomas, a fim de evitar problemas mais graves gerados por essa disfunção hormonal”, alerta a endocrinologista e metabologista Dra. Cassandra Lopes.

Estima-se que a prevalência de nódulos na região da tireoide afetem 40% da população, dependendo da faixa etária e do sexo, mas felizmente a maioria dos nódulos são benignos e não apresentam riscos para os pacientes. Recentemente, a Associação Americana de Tireoide fez uma atualização sobre algumas diretrizes para diagnósticos, inclusive sobre a 'epidemia' que se tem do assunto,  e aconselha que nódulos com menos de 1 centímetro não sejam avaliados por uma punção. Isso vale até para aqueles que aparentam ser do mal: basta monitorar seu crescimento de tempos em tempos. Essa conduta, por enquanto, ainda não é a realidade nos centros médicos brasileiros.

Em relação aos tratamentos, a novidade para tumores benignos é a ablação por radiofrequência que é minimamente invasiva. “O procedimento é realizado com a introdução de uma agulha fina no tumor, que é conduzida por meio da ultrasson ografia e tem como objetivo combater os nódulos por meio de ondas de calor. Lembrando que o procedimento só é indicado para nódulos benignos com mais de 1 centímetro”, explica Cassandra. Para os casos de hipotireoidismo e hipertireoidismo, o tratamento é feito por medicação, a fim de controlar os hormônios, tanto para diminuir a quantidade, como para aumentá-los. 

Outro caso de tratamento é a cirurgia de tireoide, que é dividida entre o procedimento para ressecção de um nódulo separadamente, parcial (tireoidectomia parcial) ou retirada completa da glândula (tireoidectomia total). Esta última é realizada nos casos em que há nódulos tireoidianos com suspeita de malignidade, sinais de compressão ou incômodo no pescoço, e quando existe um desconforto estético causado pelo aumento da glândula (bócio).

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