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Saiba como minimizar os gases durante um voo

Alimentação pode evitar situações constrangedoras em viagens de avião

09:00 · 08.10.2017
viagem de avião
No ar, o corpo humano sofre algumas alterações, inclusive inchaço na barriga e flatulência além do normal ( Foto: Divulgação )

A ansiedade gerada pelo medo de voar pode causar desconfortos gástricos, como dores de estômago, aumento da frequência de defecação, azia e enjoo. Mas, um dos principais problemas gástricos durante um voo são os gases.  Na correria, de arrrumar as malas e organizar o transporte, um item acaba sendo deixado de lado e que pode fazer toda a diferença durante uma viagem: a alimentação.

“No ar, o corpo humano sofre algumas alterações, inclusive inchaço na barriga e flatulência além do normal. A explicação para esse aumento de gases vem da física: quando a pressão atmosférica cai, o ar automaticamente tem mais espaço para se expandir dentro do corpo. Estimativas apontam que este gás gerado nos passageiros ocupa um volume 30% maior do que em terra, o que explica a sensação de inchaço”, comenta a psicóloga Paola Casalecchi, cofundadora da VOE Psicologia.

A relação deste problema com o medo de voar é que quando não soltamos os gases, eles podem causar dor no peito, nas costas, simulando até mesmo um infarto. E isso para uma pessoa ansiosa ou com aerofobia pode ser um gatilho importante para uma crise em pleno voo”, diz.

Essa é uma questão pessoal. Porém, a boa notícia é que as companhias aéreas investem em medidas para aliviar o desconforto gerado por este problema, como o uso de filtros de carbono no ar-condicionado para absorver cheiros. As empresas também procuram servir alimentos que contenham poucas fibras e muitos carboidratos, uma combinação que facilita a digestão.

Paola explica que o ideal é cuidar da alimentação já na véspera da viagem, no dia e durante o voo. A nutricionista afirma que deve-se evitar o consumo de feijão e outras leguminosas (grão-de-bico, ervilha, entre outros), brócolis, couve-flor, couve, escarola, espinafre, batata, batata-doce, mandioquinha, repolho, alho, cebola, leite e queijos. Também não é recomendada a ingestão de cerveja, refrigerantes, milho, carne, gordura e frituras em excesso.

Segundo Paola, o segredo é fazer refeições leves ou até mesmo evitar comer antes do voo. “Um estudo de 2008 mostrou que o jejum pode ser a melhor saída para evitar o desconforto digestivo durante os voos, principalmente os mais longos. Além de ajudar neste aspecto, a pesquisa mostrou que isso contribui também para diminuir o jet lag, já que a alimentação está ligada ao nosso relógio interno”, conclui a especialista. Recomenda-se o consumo de frutas, água, sucos naturais, chás e carboidratos (bolachas, pães, entre outros)

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